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Protocolo que libera uso da cloroquina alerta que “não existe garantia de resultados positivos"

O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (20) o novo protocolo que libera no Sistema Único de Saúde (SUS) o uso da cloroquina e d...


O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (20) o novo protocolo que libera no Sistema Único de Saúde (SUS) o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina para casos leves de Covid-19. Até então, o protocolo previa os remédios para casos graves.

O ministério entretanto, não apresentou estudos recentes como justificativa para adoção do medicamento.

Junto com o novo protocolo, o ministério divulgou um termo de consentimento que deve ser apresentado ao paciente alertando para possíveis efeitos colaterais do uso da cloroquina, como redução dos glóbulos brancos, disfunção do fígado, disfunção cardíaca e arritmias, e danos na retina.

Além disso, o termo ainda alerta que “não existe garantia de resultados positivos, e que o medicamento proposto pode inclusive agravar a condição clínica, pois não há estudos demonstrando benefícios clínicos.”

O protocolo apresentado pelo ministério foi preparado pela Secretaria de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde e não traz a assinatura de médicos responsáveis. 

No entanto, o ministério informou que essa assinatura não é necessária, uma vez que o documento é de responsabilidade da pasta.

O novo protocolo foi publicado sob o comando do ministro interino, general Eduardo Pazuello. A decisão do Planalto foi pela publicação do novo protocolo antes que um novo ministro seja nomeado para não ressuscitar novamente o problema.

Novas orientações

As orientações divulgadas hoje para o tratamento precoce de pacientes diagnosticados com o novo coronavírus incluem, na fase de sintomas leves e moderados, o uso da cloroquina ou do sulfato de hidroxicloroquina associados à azitromicina por 14 dias. 

Após o 14º dia devem ser prescritos medicamentos de acordo com os sintomas apresentados.

Casos leves são aqueles pacientes que não precisam de internação e apresentam sinais como coriza, diarreia, febre, perda do paladar e olfato, dores musculares e abdominal, tosse, fadiga e dores de cabeça.

Tosse e febre persistente, com piora de algum dos outros sintomas e presença de fator de risco, são sinais moderados de Covid-19. 

Para os casos moderados, a equipe médica deve avaliar a necessidade de internação e a presença de infecção bacteriana e considerar o uso de anticoagulantes e corticóides.