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Homens que torturaram idoso com canivete em Irineópolis, tem pena aumentada pela justiça

Imagem dos ferimentos feitos no idoso. Foto: Polícia Militar/Arquivo Dois homens, acusados de roubo, tortura e extorsão contra um idoso...

Imagem dos ferimentos feitos no idoso. Foto: Polícia Militar/Arquivo

Dois homens, acusados de roubo, tortura e extorsão contra um idoso, de 75 anos, no município de Irineópolis, tiveram a pena aumentada por decisão a 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina.

Em maio de 2017, os acusados invadiram a casa do idoso pela janela. Após dominar a vítima, a dupla roubou R$ 560 em espécie, um telefone celular, duas facas, 10 pacotes de fumo e dois maços de cigarro. 

Quatro dias depois, na companhia de um adolescente, os dois homens voltaram à casa do idoso. Ele foi amarrado em uma cadeira, agredido e torturado com cortes de canivete na barriga.

Como não havia mais objetos de valor e mediante ameaça de morte, os agressores mandaram a vítima deixar R$ 300 perto de uma igreja. A polícia foi avisada e fez o flagrante quando um dos criminosos pegou o envelope.

Pelos crimes, um dos autores foi condenado a 16 anos e o outro a 18 anos de prisão. Um adolescente também participou da ação e respondeu pelas infrações análogas.

Inconformados com a sentença, os acusado recorreram ao Tribunal de Justiça. Os réus pediram a desclassificação de roubo para furto e negaram os outros crimes. Já o Ministério Público pediu a condenação por tortura.

A 5ª Câmara Criminal do TJSC atendeu ao pedido do Ministério Público e decidiu aumentar a condenação para 19 anos de reclusão cada, em regime fechado, pelos crimes de roubo, extorsão e tortura.

O relator da matéria, desembargador Antônio Zoldan da Veiga, escreveu em sua decisão que " o intenso sofrimento físico e psicológico ao qual foi submetido o idoso e em razão dos cortes feitos em seu tronco, enquanto um dos assaltantes proferia que seria fácil matá-lo porque já havia cometido assassinatos por meios menos eficientes, excederam em muito o dolo esperado dos crimes de roubo e de extorsão".

A decisão foi unânime (Apelação Criminal n. 0001337-29.2017.8.24.0052).