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Atual secretário da Saúde é suspeito de também ter participado da compra de respiradores

Essa é a terceira vez que a Alesc discute um requerimento pedindo afastamento do secretario durante a crise dos respiradores. Foto: Fabríc...

Essa é a terceira vez que a Alesc discute um requerimento pedindo afastamento do secretario durante a crise dos respiradores. Foto: Fabrício Escandiuzzi
Com a justificativa de que também teria participado do processo de compra dos 200 respiradores por R$ 33 milhões pagos antecipadamente, o atual secretário de estado da Saúde de Santa Catarina, André Motta Ribeiro, é alvo de um requerimento aprovado pelos deputados estaduais nesta quarta-feira (20).

A proposta foi aprovada com 26 votos favoráveis e três abstenções.

Os parlamentares pedem que o governador Carlos Moisés da Silva afaste imediatamente Ribeiro do cargo de secretário.

O pedido partiu do deputado estadual Milton Hobus (PSD) sob a alegação de que o atual secretário de saúde teria recebido uma comunicação da empresa Exxomed, que possui o registro para importação de respiradores, informando que a empresa Veigamed não possuía autorização para fazer a compra dos equipamentos.

A comunicação ocorreu no dia 2 de abril, mesma data em que o Estado fez o pagamento antecipado de R$ 33 milhões à Veigamed, e no período em que Motta Ribeiro ainda era secretário-adjunto da Saúde de SC.

Essa é a terceira vez que a Alesc discute um requerimento pedindo afastamento de secretário durante a crise dos respiradores.

No primeiro caso, em 29 de abril, a Alesc aprovou pedido pedindo a saída do então secretário de Saúde Helton Zeferino.

Na ocasião, o governador não aceitou o pedido e disse que manteria o titular no cargo. No dia seguinte, no entanto, Zeferino entregou uma carta pedindo exoneração da pasta.

No lugar dele assumiu o então secretário-adjunto da Saúde, André Motta Ribeiro, agora também alvo de pedido de afastamento. 

Caso o governador aceite, o Estado teria o segundo secretário de Saúde retirado do posto em meio à pandemia do novo coronavírus - a exemplo do que ocorreu no governo nacional, onde, por motivos diferentes, os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich já deixaram o cargo desde o início dos casos de covid-19 no país.

Questionado sobre o pedido aprovado pelos deputados estaduais na coletiva desta quarta-feira em que atualizou os casos de covid-19 em SC, o governador Carlos Moisés pediu que "seja revisto esse tipo de posicionamento" e disse que o momento atual é "mais adequando para cuidarmos da epidemia e das pessoas".