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Uso de máscara de proteção ajuda mulher pedir por socorro em agência bancária, em SC

O uso de máscara de proteção contra o coronavírius possibilitou uma mulher pedir ajuda e denunciar seu agressor, no interior de um estabe...


O uso de máscara de proteção contra o coronavírius possibilitou uma mulher pedir ajuda e denunciar seu agressor, no interior de um estabelecimento bancário.

O homem foi preso por violência doméstica e por mantê-la em cárcere privado, após ela denunciá-lo para uma atendente de uma agência bancária no centro de  Blumenau, na última sexta-feira (24).

A prisão aconteceu após o casal ir até o banco, mas o homem, por estar sem máscara de proteção, foi proibido de entrar. Testemunhas ouviram ele ameaçar a mulher de morte caso ela contasse alguma coisa aos funcionários da agência.

A mulher então entrou para sacar dinheiro e o namorado ficou na rua esperando. Lá dentro, ela contou a uma atentende que estava sendo mantida em cárcere privado, dentro de sua própria casa, desde a Páscoa.

Disse que no feriado, depois de uma discussão por ciúmes, o suspeito bateu nela, quebrou o celular e a proibiu de sair de casa sozinha.

Com ameaças de morte e agressões constantes, manteve ela trancada até sexta-feira, quando precisou de dinheiro e a levou junto até o banco. A funcionária percebeu o desespero da cliente ao relatar a história e chamou a Polícia Civil.

A equipe da Delegacia de Proteção à Criança, Mulher, Adolescente e Idoso (Dpcami) foi até o banco e encaminhou o homem para a Central de Polícia.

De acordo com o delegado David Sarraf, ele foi autuado por ameaça, lesão corporal e cárcere privado. O suspeito foi encaminhado ao presídio de Blumenau. Ele tem passagens por outros crimes como furto e roubo.

DENÚNCIAS

No estado, o período de quarentena trouxe redução no índice de violência contra a mulher. Mas segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado, o que pode estar acontecendoa é uma dificuldade das mulheres para registrar a ocorrência, já que, por conta do isolamento, muitas estão convivendo 24 horas por dia com o agressor.

As mulheres vítimas de violência, assim como vizinhos e outras pessoas que perceberem as agressões, podem acionar a Polícia Civil pelos telefones 100 e 181. Já a Polícia Militar pode ser chamada pelo telefone 190 ou pelo aplicativo PMSC Cidadão.