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Ministro da Saúde diz que hospitais privados "estão perdendo muito", com a pandemia

Nelson Teich, durante coletiva de imprensa, em Brasília. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters Em sua primeira entrevista coletiva, concedida ...

Nelson Teich, durante coletiva de imprensa, em Brasília. Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Em sua primeira entrevista coletiva, concedida cinco dias após a sua posse, o novo Ministro da Saúde Nelson Teich, destacou que as demandas dos hospitais privados estão caindo porque pacientes acometidos por outras enfermidades não estão procurando atendimento com receio de serem contaminados pelo coronavírus. Na avaliação do oncologista, isso pode gerar uma crise futura.

O raciocínio de Teich gereou desconforto entre integrantes da equipe técnica do Ministério da Saúde.

Segundo integrantes do quadro técnico do Ministério da Saúde, as declarações foram recebidas com assombro tendo em vista que, em meio ao caos da pandemia, o novo ministro demonstrou preocupação com a remuneração de hospitais privados e clínicas, caso as outras doenças não sejam tratadas.

“Os hospitais estão perdendo muito movimento de doenças não Covid. Alguns 40%. Isso vai fazer com que eles tenham dificuldade ainda maior em sobreviver. E quanto mais isso durar, mais difícil vai ser pra eles", disse ele.

RECORDE DE MORTES

O país registrou nesta quinta-feira (23), um número recorde de novas mortes por coroavírus; foram 407 em 24 horas.

Teich afirmou que não sabe se o recorde representa uma tendência de aumento ou se foi consequência de diagnósticos que estavam represados, e acrescentou que será preciso aguardar os próximos dias para se fazer uma avaliação.

A gente teve um aumento nos óbitos que foi acima do que vinha acontecendo anteriormente, 407. A gente não sabe se isso representa um esforço de fechar os diagnósticos ou se representa uma linha de tendência de aumento  –disse o ministro em entrevista coletiva no Palácio do Planalto – na prática, o que você tem que fazer é acompanhar o dia a dia.

O ministro da Saúde também disse que a pasta não recomendará o uso da cloroquina contra o coronavírus, por ainda não haver comprovação de sua eficácia.