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Moisés sinaliza retardar o retorno de comércios e serviços e ampliar o período de isolamento

O governador, Carlos Moisés, e o secretário de Estado da Saúde, Helton Zeferino falaram neste sábado (28), durante coletiva ao vivo, sobre...

O governador, Carlos Moisés, e o secretário de Estado da Saúde, Helton Zeferino falaram neste sábado (28), durante coletiva ao vivo, sobre o processo da instalação de novos leitos de UTI (com respiradores), a dificuldade para receber insumos e equipamentos, além da escalada do avanço da doença.

Nós precisamos trabalhar duas frentes muito importantes: ao mesmo tempo em que precisamos ter equipamentos dentros das UTIs, em condição de dar as respostas que os catarinenses vão precisar, em vista da grave crise que se avizinha, também é preciso proteger os trabalhadores da saúde, afirmou Moisés.

Santa Catarina não tem rede hospitalar suficiente para dar conta de uma contaminação em massa.
O Governo de SC busca adquirir aparelhos (respiradores) no mercado internacional, enquanto fornecedores nacionais priorizam o Ministério da Saúde.

Considerados essenciais para o tratamento dos pacientes infectados pelo novo coronavírus que apresentam agravamento no quadro de saúde, os respiradores são ofertados no mercado internacional - único possível para aquisição do Estado -, por preços abusivos desde o início da pandemia no Brasil.

Adquiridos anteriormente por valores que variavam entre R$ 60 e R$ 70 mil, agora os aparelhos não baixam de R$ 335 mil.

PORQUE OS NÚMEROS PREOCUPAM 
  • Santa Catarina tem 7.164.788 habitantes (sete milhões, cento e sessenta e quatro mil e setecentos e oitenta e oito)
  • Em uma projeção que 10% da população seja infecctada pelo novo coronavírus (Covid-19), seriam 717 mil habitantes com a doença.
  • Se dos casos confirmados, 8% deles precisassem de internamento, seriam 57.280 mil pessoas que precisariam de leitos em UTI, equipados com respiradores.
  • Hoje o estado tem cerca de 800 leitos de UTI, mas apenas 200 vagos. Os outros já estão sendo ocupados por pacientes com outras doenças.
Foto: Reprodução NSC/TV

Talvez pelo fato do Estado ainda não estar totalmente preparado é que o governador Carlos Moisés sinalizou para um recuo no seu plano estratégico.  

Além disso, críticas ao afrouxamento das medidas de quarentena em SC vieram de todos os lados. Grande parte dos catarinenses se manifestam nas redes sociais, pedindo que o governo mantenha o decreto para que as pessoas fiquem em casa.

A hashtag “SC não quer morrer” chegou a figurar entre os assuntos mais comentados do Twitter na sexta-feira.

Neste sábado (28), Moisés indicou que há, sim, possibilidade de ampliar o período de isolamento social e retardar o retorno de comércios e serviços. 

Essa decisão dependeria da contrapartida do Governo Federal no envio de equipamentos de proteção individual (EPIs) para os profissionais da saúde e para ampliação dos leitos de UTI no Estado.

—Tem que sopesar esse retorno [do convívio social], com a capacidade que o estado tem de dar resposta. Se nossa programação de constituição de novos leitos for retardada, nós temos que retardar as normas do convívio social. Isso é uma consequência lógica.

A sinalização de Moisés comprova que SC não está preparada ainda para a retomada das atividades. Caso estivesse, o governo se manteria firme no seu propósito.

Pelo contrário, passou a adotar um discurso de que na segunda-feira (30), será feito uma avaliação do comportamento das pessoas com a reabertura de bancos e lotéricas.

Também neste sábado (28), o Ministro da Saúde, Henrique Mandetta, foi enfático na defesa de que as pessoas que podem devem ficar em casa.

Ele justificou sua defesa de que as pessoas devem permanecer em casa para que o sistema de saúde não se sobrecarregue, aumentando a letalidade da Covid 19 por falta de leitos e de UTI.

Porque se a gente sair andando todo mundo de uma vez vai faltar pro rico, pro pobre, pro dono da empresa, pro dono do botequim, pro dono de todo mundo, disse o ministro.