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Idosa será indenizada por ter sido esquecida e trancada em posto de saúde

Idosa foi esquecida em posto de saúde. Foto: Arquivo Pessoal/ Marcelo Augusto de Lima O Tribunal de Justiça de São Paulo mandou a Pr...

Idosa foi esquecida em posto de saúde. Foto: Arquivo Pessoal/ Marcelo Augusto de Lima

O Tribunal de Justiça de São Paulo mandou a Prefeitura de Itapetininga/SP  indenizar em R$ 8.000 uma idosa depois que uma enfermeira a esqueceu dentro de um posto de saúde.
O caso aconteceu em junho de 2018  e a família entrou com processo contra a prefeitura.

A idosa, na época com 67 anos, recebia semanalmente no posto de saúde uma medicação intravenosa para tratar uma forte anemia. Naquele dia ela voltou à unidade e foi atendida por uma enfermeira.

Mas ninguém apareceu mais tarde para retirar a agulha de seu braço quando o medicamento terminou.

"Ela foi deitada em uma maca para receber a medicação, que acabou por volta das 15h40", contou o advogado da idosa (o local fecha às 16 horas).

"Aí ela ouviu o barulho de uma janela fechando, depois de uma porta batendo e pensou: 'Vão me prender aqui dentro'.

Então ela começou a gritar na sala onde estava. Subiu sobre a maca para retirar o medicamento da haste que o sustentava e, com agulha no braço, começou a andar pelas dependências do posto pedindo socorro, mas não tinha mais ninguém.  Foi quando disparou o alarme e relatou "um barulho ensurdecedor".

"Ela ficou desesperada", conta o advogado.

"Ela checou todas as portas e janelas. Estavam trancadas." Ainda com a agulha no braço, ela avistou uma janela basculante, pequena, "dessas que a gente empurra para fora".

"Ela levou uma cadeira de escritório até a janela, colocou uma parte da cabeça para fora e começou a gritar", conta o defensor.

A idosa conseguiu ser vista por duas mulheres que iam buscar os filhos em uma creche. Após contar o que havia ocorrido, elas foram buscar ajuda. "Uma conhecia um enfermeiro que morava lá perto".

A mulher ficou cerca de uma hora trancada. "O enfermeiro abriu a porta, desativou o alarme e retirou a agulha do braço.

Segundo o advogado, sua cliente foi atendida por uma enfermeira que precisou ir embora antes da hora e passou a responsabilidade para um colega, que acabou se esquecendo. "Houve um erro de comunicação e faltou checar todas as salas para saber se ainda havia alguém", diz.

Indenização

Em sua decisão, o desembargador e relator Ferraz de Arruda escreve que ficou demonstrado "de forma clara e incontroversa" que a idosa foi "efetivamente esquecida dentro do posto de saúde municipal".

O advogado pediu uma indenização de R$ 40 mil. Além da anemia, a idosa sofre de problemas cardíacos que já lhe renderam uma cirurgia no coração.
O desembargador decidiu, no entanto, fixar o valor em R$ 8.000.

Em sua defesa, a prefeitura culpou a idosa. Disse, por exemplo, que "a parte autora ora recorrida semanalmente estava no Posto de Saúde, residindo nas proximidades, e, sendo idosa, deveria estar acompanhada".

A prefeitura afastou a coordenadora do posto e ainda pode recorrer da decisão.

Esquecimento II

Um caso recente também chamou a atenção. Na última terça-feira (17/09), uma idosa, de 78 anos, foi esquecida em um posto de saúde do município de Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte/MG.

Segundo testemunhas, os funcionários foram embora e deixaram a idosa trancada dentro da unidade.

Populares fizeram imagens da idosa trancada no posto e acionaram a polícia. Foto: Reprodução/TV Globo

Pessoas que passavam frente ao local fizeram imagens da senhora sentada em um banco próximo à entrada, no interior do posto de saúde.

A idosa só conseguiu sair depois da chegada da Polícia Militar. Segundo a PM, nenhum boletim de ocorrência foi feito. A prefeitura não quis se manifestar.