Page Nav

HIDE

Grid

GRID_STYLE
FALSE
TRUE
HIDE_BLOG
Textual description of firstImageUrl

Jovem de 23 anos é condenado pelo assassinato do próprio filho, de dois meses, no oeste catarinense

Menino teve traumatismo craniano. Foto: Reprodução/RBS TV O Tribunal do Júri condenou Aislan Ribeiro Toldo, de 23 anos, a 33 anos de pri...

Menino teve traumatismo craniano. Foto: Reprodução/RBS TV
O Tribunal do Júri condenou Aislan Ribeiro Toldo, de 23 anos, a 33 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato do próprio filho, Brayan Hemanuel Toldo, de dois meses.

O crime foi cometido em março de 2017, em Capinzal, no este catarinense. A criança morreu após ser agredida.

O júri popular, presidido pelo juiz Daniel Radünz, foi realizado na segunda-feira (1º). Até a manhã desta terça (2), a defesa ainda não havia decidido se iria recorrer da decisão. 

O réu foi condenado por homicídio qualificado: motivo fútil, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima.

O crime


A criança morreu na madrugada de 26 de março de 2017, depois de ter sido agredido em Capinzal. 

A necropsia do Instituto Geral de Perícias de Joaçaba apontou a causa da morte por traumatismo craniano. Conforme os autos, a mãe, Vanessa, disse que teria deixado o filho na sala aos cuidados do Aislan, por volta das 2h, e teria ido dormir.

Por volta das 4h, Aislan teria acordado a companheira dizendo que o filho não estava mais respirando. Ele disse que teria tentado reanimar a criança, mas não conseguiu.

Uma médica do hospital da cidade acionou a Polícia Militar por volta das 5h50 e informou que havia atendido um bebê com sinais de diversas agressões pelo corpo.

De acordo com a sentença, após ter agredido o filho e ter percebido que a criança não respirava, o réu se limitou a entregá-lo à mãe, e sequer a acompanhou até o hospital. Ele também não demonstrou arrependimento pelo ocorrido.

O menino morreu de traumatismo craniano. Ele tinha um afundamento na cabeça, hematomas pelo corpo, sobretudo nas costas, e um corte no lábio superior.

Perícia na Casa

Em um trabalho exaustivo de perícia na casa do casal, o Instituto Geral de Perícias (IGP) descobriu em diversos cômodos da casa inúmeros vestígios de sangue humano, utilizando a substância "Luminol" - que identifica a presença de sangue impossível de ser visto a olho nu.

Aislan Ribeiro Toldo foi condenado a 33 anos de prisão. Foto: Radio Barriga Verde
De acordo com o perito Alexandre Tobouti, não foi encontrado sangue no assoalho da casa o que descarta a possibilidade de que bebê havia sofrido uma queda.
As agressões teriam iniciado na sala, pois foi constatado uma grande quantidade de sangue no sofá.

Também foi o "Luminol" apontou sangue na coberta da criança, no tanque , em uma carteira de cigarros, além da cuba e da lixeira e na pia do banheiro.