Page Nav

HIDE

Grid

GRID_STYLE
FALSE
TRUE
HIDE_BLOG
Textual description of firstImageUrl

Bolsonaro autoriza comemoração ao golpe militar de 64, ocorrido em 31 de março

Tanques de guerra nas ruas, em 1964 . O presidente Jair Bolsonaro aprovou a mensagem que será lida em quarteis e guarnições militares no...

Tanques de guerra nas ruas, em 1964 .
O presidente Jair Bolsonaro aprovou a mensagem que será lida em quarteis e guarnições militares no próximo dia 31 de março, em alusão à mesma data no ano 1964, dia da tomada de poder pelos militares, com a derrubada do então presidente João Goulart e a instalação de um regime controlado pelas Forças Armadas, que perdurou por 21 anos (1964-1985) no país.

A informação foi confirmada ontem (25) pelo porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros. Rêgo Barros disse que o presidente da República refuta o termo "golpe" para classificar a mudança de regime em 1964.

Uma ordem do dia (mensagem oficial) já foi preparada e recebeu o aval do presidente, mas não há detalhes sobre o conteúdo, que deve ressaltar o protagonismo das Forças Armadas nesse momento histórico do país.

O exército confirmou a comemoração ao golpe de 64 e fala em 'fato histórico'.
Caberá aos comandantes das guarnições a definição do formato dessa celebração nas unidades militares.  

Na mesma data, Bolsonaro estará fora do país, em viagem oficial a Israel. Ele embarca no dia 30 de março e retorna ao país no dia 2 de abril.

Bolsonaro e a ditadura

Ainda antes de entrar na corrida ao Palácio do Planalto, Bolsonaro já demonstrava admiração pelo período da ditadura.

Em abril de 2016, durante votação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, o então deputado homenageou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, ex-chefe do DOI-Codi de São Paulo, órgão de repressão política do governo militar.

"—Pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff", disse, na ocasião, ao votar a favor da cassação do mandato. Dilma foi presa em 1970 e torturada por agentes da ditadura enquanto pertencia à luta armada formada pela esquerda brasileira.

Ustra é acusado de ter comandado torturas a presos políticos, assim com a ex-presidente. É dele o livro de cabeceira de Jair Bolsonaro, de acordo com entrevista dada ao programa Roda Viva, da TV Cultura, durante o período eleitoral.

A Defensoria Pública da União e o Ministério Público Federal questionaram, nesta terça-feira (26), a ordem do presidente Jair Bolsonaro para que as Forças Armadas comemorem, no próximo domingo (31), os 55 anos do golpe militar de 1964. 

Para as entidades, a medida viola princípios constitucionais e pode configurar ato de improbidade administrativa.

* Por Agência Brasil