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Você viveria com R$ 140 por mês? 15 milhões de brasileiros sobrevivem assim


A recessão que atingiu o Brasil nos últimos anos aumentou não apenas o número de pobres no país, mas também a intensidade da pobreza, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira (05).




Das 55 milhões de pessoas vivendo em condições de pobreza (com cerca de R$ 406 por mês), 15 milhões estão em situação ainda pior: abaixo da linha de pobreza extrema.
Ou seja, vivem com renda inferior a R$ 140 por mês, de acordo com o Banco Mundial.

Em números absolutos, esse contingente aumentou de 13,5 milhões em 2016 para 15,2 milhões de pessoas em 2017.

Índice de pobreza em Santa Catarina

Em Santa Catarina, os percentuais de pobreza diminuíram. O Estado tem a menor proporção da população vivendo abaixo da linha de pobreza.

São 8,5% dos catarinenses que vivem com menos de R$ 406 mensais por mês. Bem abaixo do segundo colocado, Rio Grande do Sul, com 13,5%.
Além disso, em 2016, eram 9,6% nesta situação em SC.

Já em relação à extrema pobreza (segundo Banco Mundial aqueles que vivem com renda inferior a R$ 140 por mês) , o percentual é de 1,7% dos catarinenses, também a menor taxa do país, cuja proporção é de 7,4%. Em 2016, essa taxa era de 2% .

Santa Catarina também se destaca com a menor desigualdade de renda entre os Estados.

A renda média de 2017 em Santa Catarina ficou em R$ 1.805, bem abaixo dos R$ 3.087 do Distrito Federal, a mais alta do país.



Acabar com a pobreza no Brasil

A mais recente Síntese de Indicadores Sociais do IBGE mostra que seria necessário um investimento adicional de cerca de R$ 10,2 bilhões todo mês para tirar os brasileiros da condição de pobreza, ou R$ 187 mensais por pessoa.

O esforço econômico para tirar o grupo da extrema pobreza é um pouco menor, de R$ 1,17 bilhões mensais.

28% da população não tem acesso à educação

Segundo os pesquisadores, esses recursos poderiam vir por meio de programas de transferência de renda, mas também de forma indireta, por meio de geração de empregos, pois muitas dessas famílias perderam renda devido ao desemprego, que chegou a atingir quase 14 milhões de pessoas durante a recessão.

Para 2019, o orçamento do Bolsa Família, o principal Programa Federal de combate à pobreza, está estimado em R$ 30 bilhões.