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Populares lincham e enforcam brasileiro em praça pública na Bolívia

O amapaense Vinícius Chagas Maciel, de 32 anos, foi assassinado de forma brutal na segunda-feira (19), no povoado de San Julián, a 150 quilômetros de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.

Ele foi linchado e enforcado por populares na principal praça da cidade.

Vinícius Maciel enviou esta foto à mãe, horas antes de ser morto, nessa mesa praça. Foto: Arquivo pessoal
Jornais bolivianos repercutiram o caso informando que o brasileiro foi enforcado por uma multidão que o alcançou depois que um casal denunciou ter sido cobrado por uma suposta dívida por dois homens armados. 
O outro brasileiro conseguiu fugir do lugar em uma caminhonete.




Na Bolívia, os casos de linchamento são comuns, segundo a imprensa internacional. Os moradores alegam que atuam em nome da “justiça comunitária”, reconhecida na Constituição aprovada em 2009 no país. 
O governo, entretanto, explica que o sistema não permite castigos brutais e nem a pena de morte.

Maciel deixou o Amapá há cerca de sete meses, em busca de trabalho na Bolívia. Lá, segundo a família, ele estava planejando estudar medicina.

A família contesta a versão do assalto. Irmãos e a mãe dele moram no município de Santana, onde ele nasceu. A cidade fica a cerca de 17 quilômetros de Macapá.

Meu irmão saiu daqui de Santana para ir trabalhar na Bolívia em uma oficina de carros e, pelo que soubemos de conhecidos de lá, ele foi fazer a cobrança de um casal e a mulher saiu gritando que estava sendo assaltada, aí a população o pegou e fez isso. Disseram para a gente que lá é comum linchamento”, conta Vitória Maciel, irmã da vítima.



Ainda segundo Vitória, horas antes do assassinato, Vinícius Maciel enviou mensagens para o WhatsApp da mãe, falando de saudade. Ele também enviou uma foto tirada na praça onde, mais tarde, foi morto.

Sem condições financeiras para arcar com o traslado do corpo, a família pede ajuda. A irmã diz que são necessários R$ 15 mil para trazê-lo de Santa Cruz até o Amapá.

O Consulado Geral do Brasil em Santa Cruz de La Sierra, a 150 quilômetros do local, está acompanhando o caso e diz que mantém contato com autoridades locais para prestar assistência.

*As informações são do G1.