Moro quer plano anticorrupção e anticrime organizado que seja aprovado em tempo breve

O atual ministro da Justiça, Torquato Jardim, e o futuro ministro Sergio Moro tiveram reunião do governo de transição.
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O juiz federal Sergio Moro se reuniu na tarde de quinta-feira (8) com o ministro da Justiça, Torquato Jardim, para discutir a transição de governo. Em janeiro, Moro assumirá o superministério da Justiça e da Segurança Pública no governo de Jair Bolsonaro.

O futuro ministro disse que a insatisfação popular com a segurança foi um recado dado pelas urnas e o momento do país pede a aprovação de medidas legislativas para "equacionar" o problema.

"As eleições transmitiram um recado que há uma insatisfação grande da população com a segurança pública, que é um problema sério, difícil de ser tratado, e precisa ser equacionado. Em parte, equacionado por medidas executivas, independentemente de leis, mas é um momento propício para apresentação de um projeto legislativo", afirmou.

A ideia é um plano forte, mas simples, para que seja aprovado em tempo breve no Congresso. Um plano anticorrupção e anticrime organizado. São as duas prioridades da próxima gestão.

Perguntado sobre a superlotação dos presídios do país, Moro admitiu que é preciso criar vagas no setor, e defendeu um endurecimento para quem pratica crimes graves:

"É inequívoco que existe, no sistema carcerário, muitas vezes, um tratamento leniente, a meu ver, para crimes praticados com extrema gravidade. Casos de homicídio qualificado, de pessoas que ficam poucos anos presos em regime fechado. Para esse tipo de crime, tem que haver um endurecimento".

Por Agência Brasil