Cantinas de escolas catarinenses devem oferecer alimentação nutritiva

Em Santa Catarina, desde 2001, nenhuma escola, seja da rede pública ou privada pode comercializar balas, pirulitos e gomas de mascar; refrigerantes e sucos artificiais; salgadinhos industrializados; salgados fritos e pipocas industrializadas.


A legislação obriga escolas a obedecer padrões de qualidade nutricional para toda a comunidade escolar, que envolve alunos, professores, pais e servidores.

Coordenadora do Centro de Apoio do Consumidor, a Promotora de Justiça Greicia Malheiros de Souza destaca que "pesquisas científicas indicam que a taxa global de obesidade em crianças disparou nos últimos 40 anos, e o Brasil segue essa mesma direção".

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Nas últimas quatro décadas, o índice de obesidade global entre meninos saltou de 0,93% para 12,7%. Entre meninas, o crescimento foi menor, mas, ainda assim, elevado: passou de 1,01% em 1975 para 9,37% no ano passado, de acordo com dados compilados pela rede de cientistas de saúde NCD Risk Factor Collaboration.

"Se não iniciarmos uma vigilância sobre o tema, assegurando informações sobre alimentação saudável desde cedo, e protegendo as crianças contra ofertas e publicidade abusiva de alimentos não saudáveis, o país, assim como a população global, enfrentará um forte crescimento de doenças associadas à obesidade, como diabetes, pressão arterial elevada e doenças de fígado, dentre outros males", complementa Greicia.

Com o tempo, alguns alimentos que constam na lista de permitidos pela Lei Estadual passaram a ser considerados inadequados para comercialização ao público infantil. Um grupo de trabalho promovido pela Secretaria Estadual da Saúde, do qual o Ministério Público de Santa Catarina faz parte, tem feito reuniões periódicas para discutir a revisão desse texto.