Black Friday vem aí, e as fraudes para enganar o consumidor também



A Black Friday, neste ano realizada no dia 23 de novembro, mobiliza consumidores de todo o país para descontos que podem chegar até a 80% em determinados itens. 

Considerada a segunda principal data do comércio, atrás apenas do Natal, somente nas compras pela internet, a movimentação deve alcançar R$ 2,87 bilhões, segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) – crescimento de 16% em relação ao evento de 2017.

É nessa euforia que fraudadores tentam enganar consumidores e ficar com parte desse dinheiro. O terreno fértil para as tentativas de golpe é a internet, quando o cliente paga por um produto que nunca será enviado. 

No ano passado, páginas falsas usando nomes de grandes empresas foram colocadas no ar.

Smartphones que custavam no mercado cerca de R$ 1,3 mil, por exemplo, eram oferecidos por R$ 500 em endereços falsos de grandes varejistas. 

Em outro caso, identificado pelo portal Reclame Aqui, um sonho de consumo era usado como isca: uma Smart TV com preço real de R$ 5 mil era "vendida" por R$ 1,3 mil em endereços piratas.

Dicas para evitar dor de cabeça

- Faça uma pesquisa dos produtos que pretende comprar, para saber se os descontos anunciados são verdadeiros, e não apenas maquiagem ou pura fraude. 

-Pesquise a reputação da loja em sites de reclamações, fóruns de consumidores e Procons. 

- Confira se o "www.nomedosite.com.br" está correto, sem letras de outros alfabetos, números ou palavras que façam alusão à marca, confundindo o usuário. 

- Antes da aquisição, entre por conta própria no site oficial da loja. Essa dica vale para quem recebe promoção em links que levam direto ao suposto produto com desconto. É a maneira preferida usada por golpistas que falsificam a identidade visual de lojas. 

- Desconfie de ofertas com preços muito abaixo do mercado. Mesmo na Black Friday, uma Smart TV ou um iPhone nunca serão vendidos por menos da metade do preço, por exemplo. Os descontos maiores são em produtos parados em estoque, com menos saída.

- Não confie em sites que oferecem o pagamento somente por boleto bancário. O ideal é pagar com cartão de crédito. Se ocorrer algum problema com a entrega, é possível cancelar o pagamento.

E fique atento na hora de usar o cartão! Utilize-o em portais que adotem HTTPS no endereço eletrônico (você verá um cadeado verde na barra do navegador, que indica que o site é seguro) ou plataformas de pagamento conhecidas. Mais um indicador de segurança.

- Na internet, faça cópias de tela em cada etapa da compra. No computador, é apertar a tecla Print Screen e colar em outro programa, como seu e-mail.

Ao comprar online em lojas menores, preferira as que oferecem sistema de pagamento como PagSeguro, PayPal ou MercadoPago. 
Existe um intermediário que pode garantir a segurança dos dados.
E boas compras!