Promotores de Justiça vivem na pele as dificuldades enfrentadas por deficientes

A experiência foi vivida por 23 Promotores de Justiça na área central de Florianópolis durante a disciplina de Direitos Humanos da pós-graduação promovida pela Escola de Governo do Ministério Público de Santa Catarina.



Viver na pele as dificuldades pelas quais uma pessoa com deficiência enfrenta no dia a dia foi o desafio vivido por 23 Promotores de Justiça.
Eles andaram de cadeiras de rodas, de vendas nos olhos e de bengalas pelas redondezas da rua Bocaiuva, área central de Florianópolis, na quinta-feira (19/10).



Diante da experiência, o Promotor de Justiça Luan de Moraes Melo, titular da 2ª Promotoria de Justiça da comarca de Dionísio Cerqueira, concluiu que não basta apenas exigir rotas acessíveis, é preciso conferir se os equipamentos funcionam.

"Obstáculos de fácil tranposição, como uma inclinação de uma rampa, tornam-se intransponíveis para quem precisa se locomover com uma cadeira de rodas. Pequenas falhas na execução do desenho universal já impedem a pessoa de exercer a sua plena cidadania, limitando a autonomia de ir e vir", constatou.

A ideia de transformar a aula expositiva da disciplina "Tópicos destacados da atuação na área dos direitos humanos e terceiro setor" em uma aula prática partiu das Promotoras de Justiça Ariadne Klein Sartori e Caroline Cabral Zonta.

Ambas conduzem o Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos e Terceiro Setor (CDH) do MPSC e são professoras no curso de especialização da Escola de Governo do MPSC.

"O acesso da pessoa com deficiência a direitos básicos como saúde, educação, trabalho e lazer depende diretamente da garantia de ambientes acessíveis, que possam assegurar sua livre circulação em igualdade de oportunidades",explicou Ariadne.

As cadeiras de rodas, as vendas dos olhos e as bengalas foram cedidas pela Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE).