Epagri desenvolve batata-doce roxa com alto valor nutricional e antioxidante

Um estudo comprovou que a batata-doce roxa desenvolvida pela Estação Experimental da Epagri  tem mais vitamina C, macrominerais e fenólicos totais que suas similares. 


Não é de hoje que a batata-doce se tornou um destaque no cardápio daqueles que buscam uma alimentação mais saudável.

O tubérculo possui elevado teor nutricional, sendo rico em fibras, vitaminas e minerais. É fonte de carboidratos de baixo índice glicêmico, liberando o açúcar lentamente na circulação, o que aumenta a sensação de saciedade e auxilia no processo de emagrecimento.




Um estudo científico comprovou que a batata-doce roxa ( Luiza), desenvolvida pela Estação Experimental da Epagri em Itajaí, tem mais vitamina C, macrominerais e fenólicos totais que suas similares.

Todos esses componentes desempenham importante função antioxidante no organismo humano, retardando o envelhecimento e prevenindo doenças como o câncer.

A Luiza, lançada pela Epagri em 2016, é um destaque nesse universo, a começar pela sua cor. A casca e a polpa intensamente roxas chamam a atenção. 

A maior quantidade de compostos bioativos, da classe dos flavonoides, principalmente as antocianinas, são responsáveis pela coloração peculiar.

O estudo mostra que a batata-doce Luiza possui cerca de três vezes mais compostos fenólicos, flavonoides e antocianinas quando comparada com o cultivar comercial Beauregard, de polpa laranja, considerado uma batata-doce fortificada e referência no mercado pela qualidade da raiz.

O cultivar Luiza se destacou ainda pelo maior teor de vitamina C. Esse componente também tem função antioxidante, fortalece o sistema imunológico do organismo e aumenta a absorção de ferro no intestino quando ingerido junto a alimentos que contenham ferro.

Gerson Wamser, pesquisador da Estação Experimental da Epagri em Ituporanga, conta que as batatas-doces de casca roxa e polpa creme ou branca ainda são as mais procuradas para comercialização.

 “Os cultivares de polpa colorida ainda não são muito cultivados, mas há uma tendência de aumento na procura”, explica ele, lembrando que é o crescimento na demanda por parte dos consumidores que vai fazer com que os produtores ampliem seu cultivo.