Caixeiro que explodiu caixa eletrônico em Itaiópolis é preso em São Paulo

A prisão só foi possível graças a coleta de sangue humano efetuada no local do crime e a comparação do material genético com um suspeito de ataque a carros fortes ocorridos no Estado de São Paulo

Imagens mostram a ação da quadrilha em frente a agência bancária em Itaiópolis, em 2013
A Polícia Civil de Santa Catarina,  através da Divisão de Investigações Criminais de Mafra, efetuou a prisão do masculino R. A. S., 30 anos, na cidade de São Paulo/SP.

R.A.S é acusado de participação no episódio de arrombamento e explosão de caixas eletrônicos, ocorrido no mês de novembro do ano de 2013, na Comarca de Itaiópolis/SC.




Na ação, a quadrilha explodiu um caixa eletrônico usando dinamite e baleou um policial durante uma troca de tiros. Imagens de câmeras mostraram que a quadrilha estava encapuzada e fortemente armada.

Um dos suspeitos estava com um fuzil automático, possivelmente um AK-47, russo, um armamento de uso restrito das forças armadas.

Foi provavelmente desta arma que partiu o disparo que atingiu o policial militar de Itaiópolis, ferido no tiroteio. O tiro atravessou o colete balístico e atingiu o tórax do policial.




Segundo o Delegado Regional de Mafra Rafaello Ross, durante as investigações policiais, uma prova pericial foi fundamental para a comprovação de R.A.S na participação do crime: uma coleta de sangue humano efetuada no local dos acontecimentos (em decorrência da troca de tiros entre Policiais Militares e criminosos) e posterior comparação com eventuais suspeitos ou ainda com perfis genéticos criminais inseridos no Banco Estadual de Perfis Genéticos de Santa Catarina e no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG).

Amostra de sangue foi coletada no local dos acontecimentos. Foto: Polícia Civil
Após a realização dos procedimentos necessários e de um trabalho de excelência do Instituto Geral de Perícias de Santa Catarina, foi possível estabelecer semelhanças coincidentes entre os perfis genéticos obtidos a partir da coleta de sangue humano realizada em Itaiópolis/SC, com a coleta de um fio de cabelo de uma touca deixada em um veículo suspeito de ter sido utilizado para o crime de roubo com explosivos, no ano de 2014, em uma agência bancária da Caixa Econômica Federal, na Comarca de Piên/PR.

Através de metodologias utilizadas, foi possível estabelecer que o mesmo individuo teria participado das ações criminosas em Itaiópolis/SC e Piên/PR.

Já no ano de 2017, após a prisão de oito suspeitos de ataque a carros fortes ocorridos no Estado de São Paulo, efetuada pelo DEIC da Polícia Civil Paulista, e por ordem da Justiça, todos os presos tiveram que fornecer material genético.

Assim foi possível comprovar que o suspeito esteve mesmo envolvido  nos crimes citados.

Trata-se de uma prova inquestionável, que coloca o suspeito na cena do crime, porém somente é possível chegar a este tipo resultado se for observado o correto procedimento para preservação de local de crime aliado a um trabalho pericial eficiente, como ocorreu neste caso”, finaliza o Delegado.