Por assassinar cruelmente mãe e filha, homem é condenado a 81 anos de prisão em SC

Mãe e filha, foram foram assassinadas com um tiro na cabeça. 
Mãe e filha foram mortas em casa, no interior do município de Arabutã, no meio oeste catarinense, em 30 de março de 2016.

Segundo a Polícia Militar, três homens encapuzados invadiram a casa da família. Elizete Lohman, de 42 anos, e a filha Estefani, de 10, foram assassinadas com um tiro na cabeça.

A mulher chegou a ser levada ao hospital, mas não resistiu aos ferimentos.  Ela tinha outros filhos maiores, que não estavam em casa na hora do crime.




Em sessão realizada na quarta-feira (26) o Tribunal do Júri  condenou Genoir Dannenhauer a 81 anos, cinco meses e 10 dias de reclusão pela prática dos dois homicídios consumados, um homicídio tentado, além dos crimes de corrupção de menores e porte ilegal de arma de fogo com numeração suprimida.

Consumado na véspera do aniversário do Município, este foi o único caso de homicídio registrado nos 25 anos de história de Arabutã e gerou grande comoção na região.

Após meses de investigação da Polícia Civil, foi possível localizar o revólver calibre 38 que havia sido utilizado para disparar contra as três vítimas. Logo na sequência, a autoria dos bárbaros crimes foi desvendada.

Segundo ação penal movida pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o crime foi minunciosamente planejado por Genoir. Ele se reuniu com Nécio Mauro Hoch e com um adolescente e coordenou as ações para o assassinato de seu pai, que ocorreria na mesma noite.

Residência onde os crimes aconteceram.
Seguindo as orientações de Genoir, Nécio e o menor deslocaram-se para a residência do alvo do  crime por estradas vicinais, com uma motocicleta furtada, evitando câmeras de segurança e levando a arma do crime, munições, toucas balaclava e luvas. 

Genoir os encontrou já nas proximidades da casa da vítima. Ao entrarem na residência, renderam Valdir e a enteada Stefani, de apenas 10 anos de idade, que jogavam cartas enquanto Lisete, companheira de Valdir, cozinhava.

Durante a ação no interior da residência, o adolescente foi reconhecido por Lisete e então os três agressores decidira tirar a vida não só de Valdir, como também da companheira e da enteada. 

Um dos criminosos efetuou disparos à queima-roupa contra a cabeça das duas e, em seguida, atirou duas vezes na cabeça de Valdir.
Stefani morreu na hora, Lisete foi socorrida, mas morreu a caminho do hospital. Apenas Valdir sobreviveu aos ferimentos.




Conforme sustentou Promotor de Justiça Lucas dos Santos Machado na sessão do Tribunal do Júri, o Conselho de Sentença considerou que os três delitos foram cometidos com emprego de recurso que dificultou a defesa das vítimas, pois foram surpreendidas pelo ataque inesperado dos bandidos.

A tentativa de homicídio de Valdir foi, ainda, qualificada por motivo torpe, uma vez que o réu foi movido por ganância, ou seja, pelo desejo de receber imediatamente sua herança, acreditando que seu pai estava dilapidando o patrimônio com a nova família. 

Quanto aos homicídios de Lisete e Stefani, foi reconhecida a qualificadora de que Genoir agiu para assegurar a impunidade do assassinato de Valdir.

Por fim, o corpo de jurados acatou os pedidos do Ministério Público para a condenação de Genoir também pelos crimes de corrupção de menores, por induzir o adolescente a participar dos fatos, e porte ilegal de arma de fogo com numeração suprimida, consumado em contexto anterior aos homicídios.

Após decisão do Conselho de Sentença, o Juízo do Tribunal do Júri da Comarca de Ipumirim fixou a pena de Genoir Dannenhauer em 81 anos, 5 meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial fechado, negando-lhe o direito de recorrer em liberdade. A decisão é passível de recurso.

Nécio Mauro Hoch, que firmou acordo de colaboração premiada antes do oferecimento da denúncia do MPSC, foi condenado no mês de abril deste ano a 33 anos e 10 meses de prisão.

Fonte: Ministério Público de Santa Catarina