Apenas 36% dos museus em SC possuem alvará de funcionamento dos Bombeiros

Museu Histórico de Santa Catarina. nunca teve o atestado de funcionamento
do Corpo de Bombeiros. Foto: Márcio Henrique Martins/FCC
Dos 246 museus catarinenses, quase metade disse não ter nenhum plano de segurança para situações de emergência. Isso quer dizer que a organização do local não tem planejamento para casos de incêndio, alagamento ou assalto.

"Os museus em Santa Catarina relataram que mais de 45% têm problemas com infiltração no estado. E apenas 36% desses museus possuem alvará de funcionamento dos bombeiros. Isso é um dado escandaloso para o estado", afirmou o coordenador do Sistema Estadual de Museus, Renilton Silva Matos.






Em Joinville, nenhum dos principais museus tem o alvará dos bombeiros. O Ministério Público de Santa Catarina pediu na segunda (3), no dia seguinte ao incêndio no Rio de Janeiro, que quatro museus da cidade sejam vistoriados para verificar se estão dentro das normas de segurança.

Em Criciúma, houve um caso parecido com o do Rio de Janeiro. O Centro Cultural Jorge Zanatta foi destruído por um incêndio no ano passado.

Centro Cultural Jorge Zanatta, em Criciúma, foi parcialmente destruído
 por incêndio em 2017. (Foto: Reprodução/NSC TV
Apesar de não ser um museu, o antigo casarão abrigava boa parte da memória de Criciúma. A sede do Departamento Nacional de Produção Mineral funcionava nesse local. Estão sendo investidos R$ 1,7 milhão para a reconstrução do espaço.

Em Florianópolis está um dos mais importantes acervos do estado, o Museu Histórico de Santa Catarina. O prédio que, já abrigou o governo catarinense, passou neste ano por uma reforma geral na parte elétrica.

Mesmo com as obras, o museu nunca teve o atestado de funcionamento do Corpo de Bombeiros. Até dois anos atrás, o local não tinha nem o projeto preventivo contra incêndio.




Para a Fundação Catarinense de Cultura (FCC), um dos mais críticos do estado é o Museu do Mar, que abriga patrimônio naval brasileiro e fica dentro de onde funcionava uma empresa de navegação em São Francisco do Sul.

A estrutura está deteriorada. Parte do telhado foi trocada, mas ainda há vigas de madeira que precisam ser substituídas. Contra incêndios, há apenas extintores.

O museu também não tem climatização, então as peças acabam sofrendo o efeito da umidade. Foi por isso que o navegador Amyr Klink decidiu tirar do local uma das embarcações dele. Agora há uma réplica no lugar.