PM já está em testes com câmeras de vídeo acopladas aos uniformes dos policiais

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Em operações que tenha a participação da comunidade, as ações serão gravadas do começo ao fim.
Santa Catarina será o primeiro estado do país a ter câmeras individuais nos uniformes dos policiais, durante as operações nas ruas.

Em Palhoça, na Grande Florianópolis, essa novidade já está sendo testada desde junho. Além da arma, do colete e do radio comunicador, os policiais agora saem com mais um acessório: uma câmera de vídeo acoplada à farda. Em cada equipe, um policial sai com o novo equipamento.

Até o momento, são 14 câmeras sendo testadas em Palhoça. Mais quatro cidades do estado também estão utilizando o equipamento. A expectativa é que até o fim do ano, toda a Polícia Militar de SC esteja esquipada.

A PMSC abriu licitação para comprar mais de 1.900 câmeras de vídeo que os policiais irão usar  nas fardas, durante o atendimento a ocorrências.




O dinheiro para a aquisição veio de um recurso que o Tribunal de Justiça de Santa Catarina devolveria ao Governo do Estado, e neste caso foi direcionado à Polícia Militar. São mais de R$ 6 milhões de reais.

Como funciona o projeto

Toda vez que o policial for acionado para atender uma ocorrência ou participar de uma operação que vai ter a participação da comunidade, ele liga a câmera, para que toda a ação, do começo ao fim, seja gravada.

As imagens estarão disponíveis para uso policial e judicial/Reprodução
Ao retornar para a base, as imagens são baixadas em uma estação própria, criptografada, e ficarão armazenadas e indexadas às ocorrências e aos atendimentos.

Criptografia é um mecanismo de segurança e privacidade que torna determinada comunicação (textos, imagens, vídeos e etc) ininteligível para quem não tem acesso aos códigos de “tradução” da mensagem. Auxilia na proteção de todos os conteúdos transmitidos entre duas ou mais fontes, evitando a intercepção por parte de cibercriminosos, hackers e espiões, por exemplo.

"Com essas imagens, nós imaginamos que por um lado vamos melhorar a qualidade das provas coletadas, e garantir que as pessoas culpadas que nós prendemos, sejam realmente acusadas e condenadas. Por outro lado, vai proteger o policial contra falsas acusações ou interpretações incorretas de sua conduta", relata o comandante da PMSC, Cel. Araújo Gomes.

"Seremos um dos primeiros serviços públicos em que 100%  das interações com a população serão documentadas".
Cel. Araújo Gomes/ Reprodução
"Esse projeto vai nos colocar em um patamar de transparência que nós, de Santa Catarina, consideramos sem igual no país. Seremos a primeira unidade policial e talvez um dos primeiros serviços públicos do Brasil em que 100% das interações com a população serão documentadas e passíveis de auditoria", finaliza o comandante.