Padrasto é condenado por estupro e morte de enteada de 2 anos, no Paraná

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Padrasto foi condenado por homicídio qualificado e estupro. Foto: Marcos Landim
Ednei Juliano dos Santos, de 28 anos, foi condenado a 57 anos de prisão em regime fechado, por estupro e morte de sua enteada de 1 ano e 11 meses.

No julgamento, que durou aproximadamente 5 horas, o suspeito foi ouvido e alegou que não cometeu violência sexual contra a menina. Porém, laudos do Instituto Médico Legal (IML) comprovaram que, além das agressões nas costas, cabeça e braços, a criança também foi abusada sexualmente.

O crime aconteceu em fevereiro deste ano, no oeste do Paraná. O homem contou à polícia que estava morando com a mãe da criança havia cerca de seis meses. Disse ainda que bateu na menina porque ela não parava de chorar.

As agressões foram cometidas à tarde, mas descobertas apenas à noite, quando o padrasto levou a criança a um hospital.
A menina já chegou morta ao local, onde os profissionais de saúde constataram que ela estava machucada e com sangramento e chamaram a polícia.


Na ocasião, o delegado responsável pelas investigações disse que a mãe foi ouvida e contou que a relação da criança com o padrasto era saudável e que ficou surpresa com o que aconteceu.
Ela não estava na casa no momento das agressões, havia viajado na noite anterior para resolver problemas pessoais.

O julgamento ocorreu nesta sexta-feira (17). Ele foi condenado por homicídio qualificado e estupro, com agravantes pela forma cruel como o crime aconteceu, falta de condições da vítima em reagir às agressões e feminicídio.

A mãe da criança mudou-se para Rondônia e não acompanhou o julgamento.