Fique atenta! Pílulas anticoncepcionais aumentam o risco de trombose

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Uso de anticoncepcional associado a trombose
Pílula anticoncepcional mudou de perfil: menos hormônio, mas ainda assim apresenta risco à saúde de algumas mulheres Foto: Gabriela Sanda/Pixabay
Em 1960, as pílulas anticoncepcionais foram criadas e passaram a ser vendidas. Viraram símbolo da liberdade sexual feminina.
Mas, em 1961, já foram associadas a um primeiro diagnóstico de embolia pulmonar. Outros casos de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico e infarto foram registrados nos anos seguintes.

As evidências foram sendo juntadas e chegou-se à conclusão: o uso de anticoncepcionais hormonais combinados aumentam o risco de trombose.

A forma de trombose mais comum é a trombose venosa superficial ou profunda dos membros inferiores, que pode causar sintomas como:
-Inchaço de somente uma das pernas;
-Vermelhidão da perna afetada;
-Veias dilatadas na perna;
-Aumento da temperatura local;
-Dor ou sensação de peso no local;
-Espessamento da pele.
Outras formas de trombose, que são mais raras e mais graves, incluem a embolia pulmonar, que provoca falta de ar, respiração acelerada e dor no tórax, ou a trombose cerebral, que provoca sintomas semelhantes aos do AVC.

Trombose e a pílula

As pílulas modernas ainda apresentam um risco, apesar da mudança de dosagem. Em 2016, uma jovem com 22 anos, relatou nas redes sociais que desenvolveu uma trombose venosa cerebral e foi internada após usar o anticoncepcional.

Muitas usuárias começaram a manifestar dúvidas sobre o uso. Grupos com milhares de mulheres passaram a debater o assunto nas redes sociais.

O risco absoluto de ter trombose pelo uso da pílula depende de vários fatores, entre eles a idade.
Para mulheres com menos de 30 anos que não tomam a pílula, o risco de ter trombose é de 1 a 2 casos para cada 10 mil pessoas. 

Ao tomar um comprimido contendo etinilestradiol (estrogênio) e levonorgestrel (progesterona), esse risco sobe para 2 a 4 casos para cada 10 mil. Dobra, portanto.



De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), mulheres que usam anticoncepcionais contendo drospirenona, gestodeno ou desogestrel têm um risco de 4 a 6 vezes maior de desenvolver tromboembolismo venoso, em um ano.

Mesmo assim, o risco de uma mulher de 30 anos ter uma trombose ao tomar a pílula é menor do que quando se está grávida: na gestação, ocorrem de 20 a 80 casos de trombose para cada 10 mil.

Fumantes, mulheres com histórico de trombose na família, pacientes com enxaqueca frequente, obesas, diabéticas não tem recomendação para o método, no entanto, porque são fatores que aumentam as chances de complicações. 

Mulheres sedentárias também podem apresentar algum efeito colateral, assim como aquelas pacientes que têm dores de cabeça com pequenos lampejos (cefaleia precedida de aura) – quando a mulher vê "estrelinhas, raios de luz". 

Os médicos apontam que aquelas que têm mais de 35 anos e são fumantes estão terminantemente proibidas de usar pílula.