Economia em colapso: inflação na Venezuela deve chegar a 1.000.000% em 2018


Na Venezuela, o governo do ditador Nicolas Maduro está se preparando para vender pequenas barras de ouro à população.

Maduro falou na TV estatal venezuelana e mostrou dois cartões, com pequenas peças de ouro. Disse que em poucos dias o Governo vai começar as vendas para a população.

A oferta faz parte de um pacote de medidas econômicas com o qual Maduro diz querer melhorar a receita pública, aproveitando as reservas de ouro do país.
Ele quer que a população compre e poupe em ouro. 


A Venezuela sofre com a recessão, com a falta de comida e emprego. A hiperinflação deve chegar a 1.000.000% (um milhão) este ano, segundo o Fundo Monetário Internacional - FMI.

O governo nega que há um problema e se recusa a pedir ajuda internacional, as pessoas estão lutando para fazer face às despesas em meio ao aumento da desnutrição e de uma crise da saúde.

Maduro apresentou na TV as barras de ouro qe serão vendidas à população/Reprodução
Enquanto isso, os venezuelanos continuam saindo do país. Fugindo da miséria deixada pela crise econômica da Venezuela, cerca de 500 pessoas chegam a cada dia na cidade brasileira que faz fronteira com o país governado por Nicolas Maduro, segundo estimativa da Polícia Federal. 

Pode parecer bastante, mas a realidade é que o Brasil não está entre os principais destinos dos migrantes venezuelanos.

Segundo a Organização Internacional para Migrações o Brasil recebeu apenas 2% dos 2,3 milhões de venezuelanos que já deixaram o país fugindo da crise.

Relatório de julho de 2018 aponta que pelo menos 50 mil pessoas se fixaram no Brasil vindas da Venezuela até abril de 2018, um aumento de mais de 1.000% em relação a 2015. 

Apesar disso, o número de venezuelanos que o Brasil recebeu até agora é bem menor que o de nações que sequer fazem fronteira com a Venezuela.

O Peru, por exemplo, recebeu 354 mil pessoas vindas da Venezuela até julho de 2018. O Chile, que é ainda mais distante geograficamente, abrigou 105,7 mil, e a Argentina, 95 mil.

Conforme a agência da ONU, mais da metade dos venezuelanos que cruzam a fronteira com o Brasil - 52% - pretendem ficar apenas transitoriamente. O destino final é algum outro país da América Latina.´

Fonte: BBC News Brasil