Pesquisar neste site

Desconfiada, aposentada evita golpe que prometia R$ 58 mil

Golpistas afirmaram que aposentada teria direito a um saldo da previdência da época do presidente Collor.
— Alô. Aqui é o Dr. Anderson Braga, Defensor Público, e gostaria de informar que a senhora Braulina da Silveira tem direito a receber um saldo da previdência da época do Collor (ex-presidente) no valor de R$ 58 mil.

Quando a aposentada Maria Luiza da Silveira Quadros, de 57 anos, recebeu esta ligação na manhã de terça-feira (31), logo desconfiou de que havia algo estranho.

Sua mãe, Braulina, nunca soube que tinha qualquer verba a receber do governo. Mas como o suposto defensor público informou todos os dados de Braulina, incluindo seu número de CPF, Maria decidiu escutar o que haviam a lhe dizer.




— Ele disse que o benefício da minha mãe estava vinculado a uma conta bancária no Estreito (em Florianópolis), mas nós transferimos a conta dela aqui para Palhoça há alguns anos. Resolvi dar corda para ver onde ia dar — conta Maria.

Enquanto a aposentada conversava com "Anderson" pelo telefone, seu marido ligava para a Defensoria Pública de Santa Catarina para descobrir se realmente havia algum defensor chamado Anderson Braga. Não havia. Foi, então, que ficou claro o golpe.

— Ele disse que, como o país está em crise e governo federal está sem dinheiro para a burocracia, eu deveria depositar R$ 1,5 mil para que ele pudesse fazer a transferência dos R$ 58 mil. 

Quando eu disse que não tinha esse valor, ele sugeriu que eu depositasse R$ 700. Como eu insisti que não tinha o dinheiro, ele acabou desligando o telefone — relata Maria.

— R$ 58 mil, quem é que não quer? Pena que não é verdade. Eu fui esperta e consegui escapar dessa, mas sei que tem gente que pode cair no golpe, por isso quero deixar esse alerta.

Polícia Civil indica o que fazer nesses casos


Caso algum cidadão suspeite de que esteja sendo vítima de uma tentativa de golpe, a Polícia Civil, dá algumas dicas de como proceder. Confira:

— Desconfiar de benefícios ou facilidades financeiras;

— Checar com a instituição a procedência das informações, se possível pessoalmente;

— Não efetuar transferências ou depósitos bancários ;

— Sempre checar dados pessoais do interlocutor e não realizar depósitos em contas de terceiros;

Desconfiar de chamadas de celular oferecendo benefícios, mesmo que o DDD seja da sua região;

— Desconfiar de pessoas que pedem para que a conversa prossiga em aplicativos como WhatsApp;

— Em caso de dúvida, procurar a delegacia de polícia mais próxima.

Fonte: Hora de Santa Catarina