Aluno de 13 anos agride professor com socos e chutes, dentro de escola em SC

Professor agredido por aluno em Curitibanos
Professor Jhonny Tessari da Cunha diz ter recebido socos no rosto e chutes nas pernas. Foto: Franciele Gasparini / Jornal A Semana
Um professor de matemática de uma escola municipal de Curitibanos, na região serrana de Santa Catarina, diz ter sido agredido por um aluno de 13 anos dentro da sala de aula.
Jhonny Tessari da Cunha, de 29 anos, relata que teria recebido socos no rosto e chutes nas pernas no início da aula de segunda-feira (20).

Conforme o professor disse à polícia, a agressão começou porque o estudante não aceitou ser cobrado pelo uso do uniforme, que é obrigatório na unidade de ensino.
"Não foi um caso esporádico, ele continuamente vem sem uniforme. Simplesmente pedi para ele colocar a jaqueta que faz parte do uniforme, ele disse que não ia, que eu não era o pai dele. Nesse momento então eu me levantei e pedi para ele se retirar da sala para resolvermos isso na secretaria, como acontece de praxe nesse tipo de situação. 
Ele já saiu com os punhos fechados, bastante nervoso, e partiu para agressão. Me deu um soco na mão e começou os chutes, consegui tirar ele para fora no corredor, aonde ele acabou me agredindo mais e me acertando os socos", conta Jhonny.



Um boletim de ocorrência foi registrado na segunda. Na manhã desta terça-feira (21), o professor fez o exame de corpo de delito.

O adolescente estudava há dois meses na escola. Segundo a direção da unidade, ele já tinha um histórico de mau comportamento, incluindo xingamentos a outros professores, mas essa teria sido a primeira vez em que houve agressão

O adolescente foi levado para a delegacia. Ele vai responder pelo ato infracional e o caso será encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina. 
Na tarde desta terça (21), a mãe e o estudante estiveram no Conselho Tutelar, que também acompanha o caso.

Tesari disse estar abalado pelo o que ocorreu. "A gente se prepara na faculdade, mas não para uma situação desse tipo. E um pouco impotente por, na verdade, não ter muito o que fazer nessa situação".