Vereadora questiona segurança após briga ocorrida dentro do PA de Canoinhas

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A vereadora Camila Lima (MDB) solicitou informações sobre algumas ocorrências na Unidade de Pronto Atendimento de Canoinhas (UPA),  que colocaram em risco a segurança de pacientes e funcionários nos últimos dias.
Camila quer saber o motivo da UPA não possuir um profissional da área de segurança no local, para maior tranquilidade das pessoas.

Na semana passada houve uma briga dentro do PA, e as próprias enfermeiras tiveram que separar essa briga, o que não é a função dessas profissionais, e acabou prejudicando todo trabalho da equipe. Será que é possível a contratação de um segurança no local? ”, indagou Camila.


Camila também solicitou algumas informações do porque ainda não estar sendo utilizada pulseiras de classificação de risco no Pronto Atendimento ou ainda, o Protocolo de Manchester.

O objetivo do Protocolo de Manchester é permitir a agilidade no atendimento médico, evitando filas e dando prioridade para casos graves. Portanto, o paciente não é atendido de acordo com a ordem de chegada e, sim, de acordo com a gravidade do seu estado de saúde. Para isso, deve-se classificar o doente de acordo com o grau de risco definido pelo Protocolo de Manchester.

Vereadora explicou em sua fala que este tipo de protocolo existe para dinamizar o atendimento conforme o risco de cada paciente que irá ser atendido no Pronto Atendimento. “Muitas cidades já tem esse tipo de protocolo ou uso de pulseiras de classificação de risco, então queria saber porque a nossa cidade ainda não tem tão importante serviço?

De acordo com o Protocolo de Manchester, a classificação dos enfermos é feita através de cores. O uso de pulseiras de identificação com a cor definida agiliza o processo. 


Confira as classificações:

Emergência

Nesse caso, a cor usada é o vermelho e a espera do atendimento deve ser imediata, um minuto a mais pode ser crucial em casos como esse.

Muito Urgente

A cor usada nesse grau de risco é a laranja. O tempo de espera deve ser praticamente imediato, o paciente pode tolerar até 10 minutos para ser atendido.

Urgente

Em casos urgentes, a cor indicada pelo Protocolo de Manchester é a amarela. Pacientes que foram classificados nesse estágio necessitam de um rápido atendimento. Entretanto, podem aguardar até 50 minutos.

Pouco Urgente


Os casos pouco urgentes são caracterizados pela cor verde. Em situações como essa, o paciente pode aguardar cerca de 120 minutos para o atendimento ou até ser encaminhado para outros serviços de saúde.

Não Urgente


Caracterizado pela cor azul, os pacientes classificados nesse grau de risco podem esperar até 240 minutos pelo atendimento ou, como no caso pouco urgente, serem encaminhados para outros serviços de saúde.

Os fatores que determinam a prioridade no Protocolo de Manchester são: ameaça à vida, ameaça à função, dor, duração do problema, idade, história e riscos de maus tratos.

A definição do estágio de risco de cada paciente deve ser feita por um profissional na área da saúde. A análise é feita de acordo com os sintomas apresentados e com os fatores que determinam prioridade. A triagem deve ser feita de forma rápida a fim de garantir o atendimento de pacientes em casos de emergência.

Camila explicou que há um tempo atrás a secretaria de Saúde justificou que sairia oneroso para o município o uso desse sistema. “Mas em pesquisa que fiz, esse tipo de serviço é gratuito, além de dar uma maior comodidade aos pacientes, e para que todos fossem educados a ir a um Pronto Atendimento somente em caso de urgência e emergência”, finalizou.
Camila solicita informações do município e Secretaria de Saúde, a saber qual o motivo de ainda não utilizar o método de classificação de risco, que facilitaria muito a demanda de pacientes sofrendo nas cadeiras do PA, se existe uma forma gratuita realizada pelo Estado para esse tipo de atendimento, e por que o município ainda não adquiriu tão importante ação.