SUS disponibiliza adesivo para tratamento de Alzheimer

O remédio Rivastigmina, utilizado para o tratamento da Doença de Alzheimer,  já encontrado em comprimido e solução oral, agora também é disponibilizado em forma de adesivo transdérmico.
A disponibilização a pacientes do Sistema Público de Saúde será feita nas apresentações de 5 cm e 10 cm.

A adição do adesivo à lista de remédios do SUS representa uma melhoria na qualidade de vida de alguns pacientes. Por ser colocado na pele, a absorção do remédio se dá ao longo do dia e por isso tem menos efeitos colaterais, especialmente no sistema digestivo. 

Com o adesivo há uma liberação contínua e regular do medicamento ao longo das 24h/Divulgação
QUEM PODE USAR?

Qualquer paciente com Alzheimer que faça uso da Rivastigmina pode usar o medicamento em versão adesiva. Há uma população que se beneficia mais que seria aquela com dificuldades para engolir ou que apresenta efeitos colaterais, sejam eles com qualquer medicação para essa finalidade.

O adesivo também pode ser usado no banho e deve ser retirado 24 horas após o uso. Por ser colocado na pele, o adesivo pode trazer esporadicamente algumas reações no local da sua colocação e por isso é recomendado um rodízio no local de uso do adesivo.

Este adesivo também proporciona maior praticidade ao cuidador, por conta da facilidade de manuseio e da garantia de que o paciente realmente recebeu a dose diária correta. 

Isso porque, por se tratar de uma doença que incide principalmente em idosos, os comprimidos, muitas vezes, são perdidos antes de serem levados à boca ou não são engolidos pelo paciente. Em média, nas farmácias, a caixa com 30 adesivos de 10 cm é comercializada por R$ 500,00 já com desconto do laboratório.

COMO TER ACESSO PELO SUS

O medicamento já está disponível nas unidades de saúde responsáveis pela distribuição deste tipo de remédio. Mas os pacientes precisam atender aos critérios de elegibilidade dos protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas e apresentar os documentos em um estabelecimento de saúde designado:

-Cópia do Cartão Nacional de Saúde;

-Cópia de documento de identidade, cabendo ao responsável pelo recebimento da solicitação atestar a autenticidade de acordo com o documento original de identificação;

-Laudo para Solicitação, Avaliação e Autorização de Medicamentos do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (LME), adequadamente preenchido;

-Prescrição médica devidamente preenchida;

-Documentos exigidos nos Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas publicados na versão final pelo Ministério da Saúde, conforme a doença e o medicamento solicitado;

-Cópia do comprovante de residência.

Com informações do G1