PM Ambiental encontra fabricação ilegal de Xaxim em Timbó Grande

Compartilhe:
Policiais Ambientais de Caçador deslocaram até o município de Timbó Grande/SC,  onde foi flagrado a fabricação clandestina de vasos e depósito ilegal de xaxim no interior de uma propriedade rural. 


Foram contabilizados aproximadamente 400 unidades de xaxim em estoque, além destes, boa parte em processo de fabricação de vasos, os quais 150 unidades estavam finalizados e prontos para comercialização. Foram localizados ainda o maquinário em pleno funcionamento. 



Diante dos fatos, foram tomadas as providências administrativas legais e apreendidos os materiais envolvidos na ocorrência.

SOBRE O XAXIM


Xaxim pode se referir a certas pteridófitas (fetos, ou samambaias) arborescentes, ou ainda, ao tronco destas, o qual pode ser serrado em pequenos segmentos e usado de vaso para outras plantas.

A espécie mais conhecida destas plantas é a Dicksonia sellowiana, da família das dicksoniáceas, nativa da Mata Atlântica e América Central (especialmente dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

O "tronco" (cáudice) é constituído por um caule ereto, cilíndrico, envolvido e sustentado por uma massa de raízes adventícias (que se desenvolvem a partir do caule e não da raiz embrionária), a qual é usada de suporte para o cultivo de outras plantas.

Possui frondes bipenadas de até 2 metros.

Devido à extração desenfreada do cáudice, a espécie está ameaçada de extinção e sua extração está proibida em todo o Brasil.
Também é conhecido pelos nomes de samambaiaçu e samambaiaçu-imperial.
O xaxim é uma planta do grupo das pteridófitas assim como avencas, cavalinhas e a samambaia.

A cidade Catarinense de Xaxim recebeu esse nome em homenagem à planta.

A espécie cresce, em ambiente natural, de 1 a 2 cm por ano.
Estudos empíricos estimam que a planta leva, uma vez cortada, até 50 anos para se tornar adulta novamente.

As samambaias arborescentes em geral têm crescimento muito lento, residindo aí, o grande problema para o seu uso econômico.

A possibilidade de rápida extinção deste Produto Florestal Não-Madeirável - PFMN, sugere preocupações quanto ao desequilíbrio da flora e da fauna e ainda outras questões ambientais desconhecidas, ou ainda não discutidas.