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É preciso parar de enxugar gelo e pegar os verdadeiros barões do tráfico

É sempre a mesma coisa: a polícia prende, alguém toma o lugar no ponto do tráfico. A polícia vai lá e prende de novo. Não demora e surge um novo patrão do ponto. Isso quando as ações não acabam em mortes.
Pelas estradas, nas últimas semanas, toneladas de maconha foram apreendidas em Santa Catarina.

Palmas à polícia pelo trabalho. Mas e os donos das cargas? E os barões que financiaram essa comercialização e usufruem do astronômico lucro ao custo de viciados?
Talvez sejam pegos no desenrolar da investigação, mas até lá já enviaram outros carregamentos a novos destinos consumidores.

Os cabeças do esquema se passam por empresários bem-sucedidos, relativamente discretos. Bem articulados, eles se utilizam de subordinados para fazer o trabalho sujo de transportar o produto ilícito.

Das cifras angariadas pelo comércio ilegal, compram casas, apartamentos e chácaras. Acima deles, estão apenas os intermediários que fazem a entrada da mercadoria produzida em países fronteiriços, como Paraguai, Bolívia e Colômbia.


Na base ficam os traficantes menores, sem grande potencial ou capacidade logística, mas com ostensividade nas ruas. São os que mais incomodam os moradores próximo aos locais de compra e venda. Com pouco a perder, eles adotam uma postura violenta. 
Por isso é importante a repressão ao pequeno para evitar o crime em torno deles.


Na engrenagem da criminalidade, é quase impossível imaginar qualquer resultado favorável sem educação, valores familiares, assistência, saúde e talvez o mais importante em tempos de apertos financeiros: emprego.
Sem falar das derrotas rotineiras, das vidas de crianças e jovens perdidas. Infelizmente. É Brasil...