Veja qual a doença feminina que é dez vezes pior que a dor do parto

A adenomiose é muito mais do que uma cólica menstrual. É um transtorno que ocorre quando as células de revestimento do útero (endométrio) se incrustam nas fibras musculares da parede uterina.
Mulheres com a doença relatam que a dor é dez vezes pior que a dor do parto.

Segundo a Organização Mundial da Saúde, uma de cada 10 mulheres no mundo pode ter adenomiose. A doença pode afetar qualquer mulher que menstrue, independentemente da idade, mas afeta principalmente mulheres de 19 a 40 anos.

A doença provoca sofrimento intenso devido às dores, levando à piora da qualidade de vida e prejudicando relações sexuais.

Em alguns casos também pode levar à anemia por hemorragia uterina e, se tiver como comorbidade a endometriose pélvica, infertilidade.

A adenomiose é o mesmo que endometriose?

Não. A endometriose é o crescimento de tecido do endométrio fora do útero, e o que acontece na adenomiose, é o crescimento deste tecido especificamente dentro do músculo do útero.

Mulheres com a doença relatam que a dor é dez vezes pior que a dor do parto. 
Em alguns casos, a doença pode não ter sintomas. Por isso, estima-se que muitas mulheres tenham adenomiose e nem saibam.
Mas, quando os sintomas aparecem, podem ser incrivelmente dolorosos.

Sintomas


A adenomiose pode ser assintomática em alguns casos, mas em outros podem surgir:

-Aumento e/ou prolongamento do fluxo menstrual, que vem com coágulos;
-Sangramento fora do período menstrual;
-Cólicas intensas que aumentam com o tempo;
-Crescimento do tamanho do útero;
-Dor pélvica;
-Dor durante o sexo;
-Inchaço da barriga;
-Dificuldade em engravidar.

Dificuldade de diagnóstico e opções de tratamento

Muitas mulheres levam anos até serem diagnosticadas com adenomiose, já que é possível confundir a doença com outras enfermidades pélvicas.
A adenomiose pode ser detectada em uma ultrassonografia transvaginal ou ressonância magnética. A pílula anticoncepcional ou injeções hormonais são alguns dos tratamentos que podem ser efetivos.

O tratamento caseiro para adenomiose - que é à base de compressas e chás calmantes - pode aliviar as dores, mas não curar ou regredir a doença.

Para algumas mulheres, a única solução é a histerectomia, uma cirurgia para retirar o útero total ou parcialmente.

Contudo, o procedimento é inviável para quem tem pretensão de engravidar, possui riscos que impedem a realização de cirurgias - como diabetes descontrolada, problemas de coagulação não tratados e infecções - e para as pessoas que não querem retirar o órgão.