Canoinhas registra primeira morte causada pelo vírus Influenza

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A gripe causada pelo vírus Influenza é uma doença grave que causa danos à saúde das pessoas há muitos séculos. É transmitida a partir das secreções respiratórias, podendo também sobreviver de minutos a horas no ambiente, sobretudo em superfícies tocadas frequentemente.
A partir do contato com um doente ou uma superfície contaminada, o vírus pode penetrar pelas vias respiratórias, causando lesão que pode ser grave e até fatal se não tratada a tempo.
Segundo boletim da Diretoria de Vigilância Epidemiológica do estado (Dive-SC) divulgado na última quarta-feira (11), já houve 23 mortes no estado em 2018 causadas pela gripe A e B.

As informações contidas neste informe são oriundas da vigilância universal da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que monitora os casos hospitalizados e óbitos com o objetivo de identificar o comportamento do vírus Influenza.

Os dados são coletados pelas Secretarias Municipais de Saúde, por meio de formulários padronizados, e inseridos no Sistema de Informação de Agravos de Notificação.

De 31 de dezembro de 2017 a 11 de julho de 2018 foram notificados 1142 casos suspeitos, em Santa Catarina. Destes, 256 casos foram confirmados para influenza.
Dos 256 casos, 196 evoluíram para a cura, 23 evoluíram para óbito e 37 aguardam conclusão da investigação.

Entre os dados apresentados neste último boletim o município de Canoinhas aparece com um (01) óbito confirmado, causado pelo vírus Influenza, e Três Barras com três (03) casos confirmados.
A morte do paciente com gripe em Canoinhas ocorreu entre os dias 04 de 10 de julho, conforme dados do informe epidemiológico.

Os óbitos confirmados por Influenza acometeram pacientes residentes em 14 municípios catarinenses: 

Florianópolis, com 4 óbitos; 
São José, com 3 óbitos; 
Blumenau, Jaraguá do Sul, Joinville e Vidal Ramos, com 2 óbitos cada; Balneário Barra do Sul, Canoinhas, Itajaí, Lebon Régis, Nova Trento, Pomerode, São Miguel da Boa Vista e Videira, com 1 óbito cada.
O diretor da Dive, Eduardo Macário, enfatiza que é importante que a pessoa procure atendimento quando tiver os sintomas. "Não fique em casa, mesmo se tiver sido vacinada. Procure uma unidade de saúde para fazer o primeiro atendimento, para ver se há necessidade do uso do antiviral, além de outros medicamentos".
Sintomas 
  • febre
  • falta de ar
  • tosse
  • dor de cabeça
  • dor de garganta
  • dor no corpo
Segundo o diretor, do total de mortes por gripe A ou B, todas as pessoas que tinham algum fator de risco não haviam sido vacinadas. As outras quatro, demoraram mais de sete dias para buscar atendimento nas unidades de saúde

Em 2018, até o momento, há registros de casos de influenza dentro do esperado para o período de sazonalidade, que vai do início de maio até o final de agosto.
Há predomínio dos vírus Influenza A(H1N1) e Influenza A(H3N2) acometendo idosos e adultos.

Devido à baixa cobertura vacinal, a Dive/SC orienta que os municípios continuem vacinando
 os grupos prioritários e também crianças de 5 a 9 anos de idade e adultos de 50 a 59 anos
 até o termino das doses.
O perfil de casos mostra a importância de a população procurar o serviço de saúde mais próximo da residência aos primeiros sinais e sintomas de gripe para o tratamento adequado, em especial os portadores de fatores de risco para agravamento e óbito (idosos, doentes crônicos etc.), pois estes têm maior probabilidade de apresentar complicações quando infectados pelo vírus Influenza.

Devem ser reforçadas as medidas de prevenção, principalmente lavar as mãos com frequência e evitar ambientes fechados e com aglomeração de pessoas.

Também é necessário manter limpos com álcool objetos e superfícies que entram em contato frequente com as mãos, como mesas, teclados, maçanetas e corrimãos, além de não compartilhar objetos de uso pessoal, como copos e talheres.

Fonte: Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive - Santa Catarina)