Bebê que nasceu após a mãe morrer em acidente, é entregue para a família

A bebê, que recebeu o nome de Jennifer, foi entregue para os avós maternos, nesta segunda,30/Reprodução
Uma história que comoveu o país: em acidente na BR 116 ( Rodovia Régis Bittecourt ) em Cajati/SP , uma jovem que estava grávida, foi arremessada para fora do caminhão e morreu após ter o abdômen rompido, o que obrigou o bebê a nascer involuntariamente. 
A gestante, que estava sem documentos, foi identificada por familiares como Ingrid Irene Ribeiro, de 20 anos.

O acidente aconteceu na última quinta-feira (26), na região do Vale do Ribeira. As tábuas de madeira transportadas pelo caminhão caíram em cima da mulher, que teve o abdômen rompido e esmagamento de crânio.
As equipes de emergência encontraram o bebê em meio aos destroços e o socorreram até o Hospital Regional, na cidade vizinha, Pariquera-Açu.




Nesta segunda-feira (30), a menina que recebeu o nome de Jennifer, foi entregue para os avós, pais de Ingrid. Ela foi levada para São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba, onde eles vivem.
A menina nasceu com 3,12 kg e 46 centímetros. Apesar de saudável, permaneceu internada por cinco dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal do Hospital Regional, como precaução por conta do trauma do parto.

 A jovem foi arremessada para fora do caminhão e morreu após ter o abdômen rompido/Arquivo
O corpo de Ingrid, que estava sem documentos, foi reconhecido por familiares também nesta segunda-feira. Até então, a equipe do Instituto Médico Legal (IML) havia sido mobilizada para tentar identificá-la por meio das digitais e, assim, evitar que o bebê fosse encaminhado para um abrigo, após recebimento de alta.

O motorista do caminhão sobreviveu e foi encaminhado para o Hospital Regional, mas já recebeu alta hospitalar. Em depoimento formal à polícia, ele informou que não soube justificar o acidente.

O motorista ainda explicou que não sabia quem ela era, mas achava que seu primeiro nome seria Ingrid. Ele disse que a conheceu em um posto de combustíveis em São José dos Pinhais, no Paraná, e ofereceu uma carona até o ABC Paulista.

Um depoimento do avó de Ingrid, publicado no site Massa News do Paraná, contradiz o depoimento do motorista.

Eles deviam ter caso para ela ter ido para São Paulo com ele, só pode ter algo envolvido com drogas, porque os dois eram usuários”, contou Nir do Rocio Ribeiro que ainda desmentiu o depoimento do motorista do caminhão de que não conhecia a jovem. “Todo mundo conhece ele, ele mora aqui na vila. O pai da Ingrid conhece bem ele, o tio conhece bem ele. Ele conhecia bem ela”.

À esquerda, foto da bebê postada pela família em Redes Sociais. Á direita, Ingrid Ribeiro que estaria completando 21 anos nesta segunda-feira, 30 de junho/Reprodução
A Polícia Civil de Cajati instaurou inquérito para apurar o caso. O motorista deve ser indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. A polícia também aguarda um laudo pericial, que vai apontar se o acidente foi provocado por imprudência do motorista ou por alguma falha mecânica.