Vício em videogames foi incluído como perturbação mental pela OMS

Comportamento viciado em videogame, sem controle de frequência e intensidade, pode representar um problema de saúde mental.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou hoje (18) a nova Classificação Internacional de Doenças (CID), um sistema que foi criado para listar, sob um mesmo padrão, as principais enfermidades, problemas de saúde pública e transtornos que causam morte ou incapacitação de pessoas.

Pela primeira, o vício em videogames foi incluído como perturbação mental, ou seja, doença caracterizada pela “perda de controle no jogo”.

O documento descreve o problema como padrão de comportamento frequente ou persistente de vício em games, tão grave que leva "a preferir os jogos a qualquer outro interesse na vida".
A OMS recebeu mais de 10 mil sugestões de profissionais de saúde de todo mundo para a formatação da nova classificação.


Para o diagnóstico do vício em videogame, a OMS diz que é necessário haver um comportamento extremo com consequências sobre as "atividades pessoais, familiares, sociais, educativas ou profissionais" e, "em princípio, manifestar-se claramente sobre um período de pelo menos 12 meses".

Os sintomas dos distúrbios incluem:

-Não ter controle de frequência, intensidade e duração com que joga videogame;
-priorizar jogar videogame a outras atividades;
-continuar ou aumentar ainda mais a frequência com que joga videogame, mesmo após ter tido consequências negativas desse hábito;

Tragédia

Um garoto de 9 anos de idade matou sua irmã com um tiro na cabeça por ela ter se recusado a entregar o controle do videogame. O caso aconteceu em março deste ano, nos EUA.
O tiro foi dado por trás e perfurou o cérebro da menina de 13 anos.

No momento da tragédia, a mãe dos dois jovens, estava num cômodo ao lado, alimentando outro filho. A jovem chegou a ser transferida de forma emergencial para um hospital no entanto, não resistiu à gravidade dos ferimentos.

Agência Brasil