Pré candidato ao governo de SC é oficialmente alvo de investigação no STF)

O senador Paulo Bauer (PSDB) agora é oficialmente alvo de investigação no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Edson Fachin aceitou na última terça-feira a abertura do inquérito solicitado pela Procuradoria Geral da República (PGR) para investigar o tucano pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro na relação com a empresa Hypermarcas entre 2013 e 2015.

O período engloba a candidatura de Bauer ao governo do Estado em 2014. De acordo com o delator Nelson José de Mello, ex-executivo da empresa de medicamentos, teriam sido repassados aos senador R$ 11,5 milhões através de contratos fictícios assinados com um escritório de advocacia de Florianópolis, uma empresa de engenharia de Joinville e um instituto de pesquisas de Curitiba - que teriam servido de fachada para intermediar os recursos para o tucano.

Nas cinco páginas da decisão, Fachin apresenta mais detalhes sobre a investigação realizada até agora pela PGR - autorizada em março pelo ministro.


Em roteiro no Oeste do Estado como pré-candidato a governador, Bauer já esperava pela decisão de Fachin. Através da assessoria de imprensa, o tucano nega ter cometido irregularidades, afirmou que o assunto continua sob cuidado de seus advogados e que espera pela oportunidade de se defender no processo - oportunizado agora pela abertura do inquérito.

No final da manhã de quarta-feira passada, dia 30 de maio, Bauer teve uma audiência com Fachin para tratar do caso. O caso tem potencial para afetar sua condição de pré-candidato ao governo, embora o PSDB catarinense reitere confiança em sua inocência.

Em seu despacho, Fachin dá prazo até o final da semana para a PGR discriminar o que pretende apurar sobre o caso do tucano e outros 60 dias para a Polícia Federal realizar as investigações. Ou seja, dois meses de dúvidas sobre o projeto eleitoral do senador.