Bolsonaro não vai participar de debates televisionados para evitar críticas de adversários

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O deputado considera que, ao não comparecer aos debates, ele se “blinda” das críticas e mantem a porcentagem atual de apoiadores.

O Deputado Federal Jair Bolsonaro (PSL), pré-candidato à presidência da República, está definindo o tom de sua campanha para o primeiro turno das eleições de 2018. Parte de sua estratégia será não participar dos tradicionais debates televisionados entre os candidatos.

O deputado considera que, ao não comparecer aos debates, ele se “blinda” das críticas e mantem a porcentagem atual de apoiadores.

Bolsonaro , assim, busca evitar que suas ideias e propostas sejam exploradas pelos demais presidenciáveis. O deputado se tornou célebre por sustentar opiniões controversas sobre temas como segurança pública, direitos humanos, representatividade de minorias, saúde, educação e economia, assuntos que fatalmente virão à tona nos debates .

O pré-candidato planeja organizar transmissões ao vivo em suas redes sociais para debater e conversar com seus eleitores, um meio de transmissão que o presidenciável já defende há algum tempo.


Falando em defesa, os advogados de Bolsonaro enviaram pedido ao Superior Tribunal Federal (STF), para que ele seja absolvido da acusação de racismo contra quilombolas, indígenas, refugiados, mulheres e homossexuais.

Em 2017, durante palestra no Rio de janeiro, Bolsonaro teria usado expressões de cunho discriminatório, "incitando o ódio e atingindo diretamente vários grupos sociais".

No evento, Bolsonaro disse que, se eleito presidente em 2018, não destinará recursos para ONGs, não demarcará "um centímetro" para reservas indígenas ou quilombolas.
"Onde tem uma terra indígena, tem uma riqueza embaixo dela. Temos que mudar isso daí. [...] Eu fui num quilombo. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem para procriador ele serve mais. Mais de R$ 1 bilhão por ano é gastado com eles".
"Eu tenho cinco filhos. Foram quatro homens, a quinta eu dei uma fraquejada e veio uma mulher".
A defesa pede absolvição sumária por não haver comprovação do racismo.
Os advogados também pedem que o Supremo aplique o princípio da imunidade, segundo o qual parlamentares não podem ser punidos por opiniões.

No documento, a defesa diz que o parlamentar apenas manifestou a opinião ao eleitorado dele.