Vereadores justificam ausência na votação que cria cargos comissionados em Três Barras

Os vereadores Edenilson Enguel (PSD) e Ernani Wogeinaki Jr (PSB), justificaram sua ausência na sessão de segunda-feira (14), durante explanação na palavra livre da sessão de quarta-feira (16).

Os edis alegaram motivos de saúde e educação, respectivamente, ao comentar a cobrança que receberam nas redes sociais. O projeto não foi votado após um pedido de vista.

De acordo com Enguel, ele não esteve presente na sessão que apreciaria os projetos de lei, de origem do executivo municipal, e que criam cargos comissionados em secretarias e no SAMASA – Serviço Autônomo Municipal de Água e Saneamento Ambiental, porque estava em viagem, resolvendo questões de saúde. Já o vereador Ernani Jr alegou que tinha de realizar uma prova em seu curso universitário.

Ambos vereadores, no entanto, se comprometeram a estar presentes nas próximas sessões, e que não fugirão da responsabilidade de apreciar o projeto.

Tresbarrenses lotaram o plenário para acompanhar a discussão do PL sobre criação de cargos comissionados/Divulgação
Enguel afirmou que foi cobrado pela população nas Redes Sociais e que julgava necessário a justificativa.

Ernani Jr reafirmou o compromisso com a população e disse que “é normal que haja cobrança e que as opiniões sejam divergentes na câmara”, discursou. “Somos 11 vereadores, que bom que não concordamos em tudo”, disse.

Tema Polêmico

A apreciação de cargos na esfera executiva tem gerado discursos calorosos durante as sessões. Na última quarta-feira, Dani Krailling (MDB), voltou a se manifestar contra a aprovação do projeto, afirmando que “estamos num momento de contenção de gastos em todo país”, destacou.

Ao afirmar que também foi cobrada nas Sedes Sociais, declarou que não negocia cargos e que sua posição é a mesma, desde que foi alertada sobre o impacto financeiro da medida.

O vereador Marco Antônio de Sousa (MDB), também utilizou a tribuna para se posicionar contra o projeto. Ele afirmou que o voto contrário é resultado de uma conversa com a base partidária e eleitoral que não vê com bons olhos o “aumento da despesa com pessoal comissionado”. Destacou ainda que seu partido “não negocia cargos”, justificou.

Já o vereador Fabiano José Mendes (PSD), alegou que faz muito uso da tribuna e que já foi criticado por isso. Segundo ele, na gestão passada havia indicado diversos nomes para compor o governo e que “nem por isso”, deixou de “votar contra a máquina”. 
Bano também disse que se sente “amigo da população” e que vai continuar “criticando o que ele não julga certo”. Ao final afirmou que “não é órfão de partido” e que tem “regras a seguir”.