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Tremor de 3,6 de magnitude assustou os catarinenses nesta sexta, 13

Pelo menos 20 cidades catarinenses relataram sentir os reflexos de um tremor, na manhã desta sexta-feira (13).

O tremor de 3,6 de magnitude foi registrado a 100 quilômetros da costa de Florianópolis, às 9h28m, segundo a Rede Sismográfica Brasileira e o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP).
Conforme as instituições, a força do tremor é considerada de baixa intensidade.

Em Blumenau, um prédio chegou a ser esvaziado em decorrência do abalo. Na capital, os bombeiros informaram que receberam 57 relatos, e a Polícia Militar outros sete chamados de pessoas que sentiram o tremor.

Imagem das formas de ondas sísmicas, que foram recebidas pelas estações da Rede Sismográfica Brasileira. Foto/Reprodução)
A Defesa Civil estadual confirmou ter sido acionada por moradores do Norte, Sul e Leste da Ilha, na capital, em Santo Amaro da Imperatriz, Tijucas e São João Batista, que ficam na Grande Florianópolis, e outras cidades do litoral catarinense e do Vale do Itajaí.

O que aconteceu?

Conforme o Centro de Sismologia da USP, a provável causa da ocorrência do tremor se deve à uma possível acomodação da placa tectônica Sul Americana, a qual encontra-se localizada entre outras placas tectônicas, com destaque para as placas tectônicas de Nazca e Africana, no contato Oeste e Leste, respectivamente.

Segundo o professor Bruno Collaço, pesquisador do centro da USP, tremores como esse são registrados ao menos uma vez por mês no litoral catarinense. Conforme o estudioso, praticamente toda a costa brasileira, desde o estado da Bahia até o Rio Grande do Sul é uma região bastante susceptível a ocorrência de tremores desse tipo.

É um pouco acima dos tremores que costumam acontecer todas as semanas no Brasil que são de magnitude 2 a 3, mas ainda assim é uma magnitude bem baixa para os padrões mundiais”, explicou.

Conforme o professor da USP, praticamente todas as semanas acontecem tremores no Brasil. “A grande maioria deles não é percebido pela população, apenas pelos sismógrafos. A costa brasileira, o nordeste, principalmente os estados do Ceará e Rio Grande do Norte, o sudeste, com Minas Gerais e São Paulo, a região central do país com Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, são áreas bastante propensas a ocorrência de tremores”.