Santa Catarina é o 2º estado com mais cidades onde o câncer é a doença que mais mata

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Em 516, dos 5.570 municípios brasileiros, o câncer já é a principal causa de morte.
Esta é principal conclusão de levantamento inédito feito com base nos números oficiais mais recentes do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM).

A doença avança a cada ano e, com a manutenção dessa trajetória, em pouco mais de uma década as neoplasias serão as responsáveis pela maioria dos óbitos no Brasil.
Os dados foram apresentados nesta segunda-feira (16), pelo Ministério da Saúde e referem-se a 2015.

Células cancerosas/Reprodução
Santa Catarina é o 2º estado do país com mais cidades em que o câncer é a principal causa de morte. Esse é o caso de 95 dos 295 municípios catarinenses, o que representa 32%. O estado catarinense só perde para o Rio Grande do Sul.

Os dados mostram que a maior parte das cidades onde o câncer já é a principal causa de morte está localizada em regiões mais desenvolvidas do país, justamente onde a expectativa de vida e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) são maiores.

Dos 516 municípios onde os tumores matam mais, 80% ficam no Sul (275) e Sudeste (140). 
No Nordeste, estão 9% dessas localidades (48); no Centro-Oeste, 34 (7%); e no Norte, 19 (4%).

O Rio Grande do Sul é o Estado onde o câncer é a primeira causa de morte. Enquanto em todo o País as mortes por câncer representam 16,6% do total, no território gaúcho esse índice chega a 33,6%
Quantidade de municípios onde o câncer é a principal causa de morte, segundo região do Brasil e Unidade da Federação – 2015
Um dos fatores que pode explicar a alta incidência de câncer na região são as características genéticas da população, que pode apresentar maior predisposição para desenvolver o câncer de pele (melanoma), por exemplo. 

Das 9.865 mortes registradas nas 516 cidades, a maioria foi entre os homens (57%). Seguindo a tendência do grupo, em 23 estados os homens lideram o número absoluto de mortes. Em 21 cidades, não houve sequer registro de óbito entre as mulheres.
Quantidade de óbitos nos 516 municípios, segundo faixas etárias – 2015
No mundo, o câncer é responsável por 8,2 milhões de mortes por ano em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Aproximadamente 14 milhões de novos casos são registrados anualmente e o organismo internacional calcula que essas notificações devam subir até 70% nas próximas duas décadas.

CAUSAS E FATORES DE RISCO PARA MELANOMA

Quanto menos melanina uma pessoa tiver em sua pele, ou seja, quanto mais clara for a mesma, menor é a sua proteção contra os efeitos nocivos da radiação solar.

Pessoas ruivas, loiras, com olhos claros ou com sardas na pele são as mais propensas a desenvolverem o melanoma. Aquelas pessoas que sempre se queimam ao sol e quase nunca ficam bronzeadas também correm maior risco.

Outro sinal de vulnerabilidade é a presença de várias pintas ou sinais escuros na pele (chamado em medicina de nevus). Pessoas com mais de 50 pintas pelo corpo são mais susceptíveis ao melanoma.

A exposição solar é o principal fator de risco para qualquer câncer de pele, incluindo o melanoma. 

Pessoas com mais de 50 pintas pelo corpo são mais susceptíveis ao melanoma.
O padrão e o tempo cumulativo de exposição solar ao longo da vida estão associados ao tipo de câncer de pele que a pessoa pode desenvolver. 

Os cânceres de pele não-melanoma ocorrem naquelas pessoas com alta exposição solar ao longo da vida, surgindo principalmente nas áreas da pele mais expostas, como face, mãos e antebraço. 

Já o melanoma tende a surgir naquelas pessoas com exposição solar menos frequente, porém de alta intensidade, como, por exemplo, naquelas pessoas de pele mais clara que durante as férias acabam pegando sol em excesso, ficando com dolorosas e extensas queimaduras solares.

CONTER UMA EPIDEMIA

O 1º secretário do Conselho Federal de Medicina, FM, Hermann von Tiesenhausen, enfatizou a importância de se discutir o avanço do câncer, especialmente no momento em que os candidatos a cargos eletivos elegem suas prioridades para as Eleições Gerais de 2018.

Este diagnóstico revela um grave problema de saúde pública que, a cada ano, assume maior relevância na lista de prioridades dos gestores. Na visão do CFM, é preciso envidar todos os esforços para conter essa epidemia e manter a obediência às diretrizes e aos princípios constitucionais que regulam a assistência nas redes pública, suplementar e privada no Brasil”.

Fonte: Ministério da Saúde e Conselho Federal de Medicina (CFM).