Localidade de Felipe Schmidt perde uma parte de sua história...

A tristeza abateu os moradores da localidade de Felipe Schmidt, distante cerca de 40 km de Canoinhas, na tarde do último dia 17. 
A retirada da balsa, que há anos fazia a travessia de pessoas e veículos pelo Rio Iguaçu, de Felipe Schmidt à Paula Freitas, no Paraná, causou revolta e indignação na comunidade.

A balsa, fabricada em aço em 2006, e com capacidade de carga até 30 toneladas, foi colocada à leilão no dia 20/03/2018, com o valor de lance inicial de R$15 mil reais.

Segundo a prefeitura de Canoinhas, a embarcação encontrava-se em estado depreciativo no local, tornando-se inviável a recuperação diante dos elevados custos, justificando assim leiloar o bem, pois os gastos com manutenção ou reparos seriam muito dispendiosos ao município.

Momento da retirada da balsa em Felipe Schmidt. Foto: Aline Souza Ruchinski/Facebook
A travessia de balsa na localidade era centenária, e moradores ficaram indignados por não terem sido avisados de que algo considerado por eles um acervo histórico, iria ser retirado da comunidade.
Muito triste para toda comunidade ao invés de manter o patrimônio histórico e fazer as manutenções preferem destruir
Lamentável.. muitas lembranças boas da infância... É uma pena que está sendo destruído.
E pensar que ninguém divulgou que se faria isso. Marco histórico acabar assim, motivo de lamentação mesmo.
Operação das balsas

Em setembro de 2013 todas as travessias com balsa no município de Canoinhas foram suspensas, em virtude de notificação aplicada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) ao município. 
A prefeitura de Canoinhas recebeu as notificações das balsas de Paula Pereira, Felipe Schmidt e Taunay.

A notificação da Antaq referia-se a que somente empresas podiam realizar os serviços de travessias com balsas, e não o município.

 Fotos: Aline Souza Ruchinski/Facebook
Em agosto de 2014, o então prefeito Beto Faria, assinou o contrato de permissão de uso com uma empresa de navegação que passou a ser responsável pelo transporte aquaviário nas balsas de Taunay, Paula Pereira, Santa Leocádia e Felipe Schmidt, na área rural de Canoinhas. 
O contrato de exploração a título precário tinha vigência de 15 anos.

A empresa operou as balsas até 2016, quando então deixou de fazer o serviço, por questões de custos. Depois disso, não houve mais interessados em manter as balsas operando.

A balsa da localidade de Santa Leocádia, também entrou no referido leilão, pelo mesmo valor e pela mesma justificativa. Não temos a informação se ela também foi arrematada.

Quando a de Felipe Schmidt, infelizmente ficarão somente as lembranças. Aos poucos vamos perdendo nossa história...