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Novos cursos de medicina estão suspensos no Brasil por cinco anos

O Ministério da Educação suspendeu a publicação de novos editais para criação de cursos de medicina durante cinco anos e o pedido de aumento de vagas em cursos já existentes.

A portaria que determina a suspensão, que não afetará editais em andamento nem Universidades Federais pactuadas com a Secretaria de Educação Superior (Sesu) do MEC, foi assinada pelo ministro Mendonça Filho nesta quinta-feira (05).

A medida, segundo o ministro, visa à sustentabilidade da política de formação médica no Brasil, preservando a qualidade do ensino.

Novos editais para criação de cursos de medicina estão suspensos por cinco anos.
A portaria também institui um grupo de trabalho para reorientar a formação médica. Durante o período de suspensão, o MEC promoverá um amplo e profundo estudo sobre a formação médica no Brasil, que contará com a cooperação do Conselho Federal de Medicina (CFM) e de associações médicas nacionais.

 “É preciso considerar os avanços tecnológicos na área. Com o uso de novas tecnologias mais recentes, é preciso realinhar o campo da prática com o currículo que é dado nos cursos de medicina. Isso tudo precisa ser revisto, e o grupo de trabalho fará toda essa análise”, afirma o secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Henrique Sartori.

Hoje há 454 mil médicos registrados nos conselhos e algo em torno de 31 mil vagas de cursos de medicina.

Crescimento

De 2003 a 2018, foram criados mais de 178 novos cursos de medicina no país. Com a estreia do programa Mais Médicos, em 2013, houve um crescimento de escolas médicas e de novas vagas para cursos de medicina. De 2013 a 2017, o número de vagas saltou de 19 mil para 31 mil em todo o país, sendo 12 mil vagas a mais, por ano.

No mesmo período, foram selecionados 67 municípios para oferta de cursos de graduação em medicina.  Os editais nacionais que contemplam principalmente as regiões Sul e Sudeste seguem normalmente.

Fonte: Ministério da Educação