Garoto de programa mata empresário com quem tinha marcado um encontro, em Lages

 Gustavo Henrique de Jesus Seta da Silva, de 21 anos foi indiciado por latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver pela morte do empresário de 60 anos, José Tadeu Laurentino, em Lages, na Serra catarinense.

Gustavo, que fazia bico como garoto de programa, cometeu o crime depois de ter marcado encontro com a vítima, apontam as investigações. Ele está preso desde o dia 15 de março.

A Polícia Civil terminou o inquérito na quinta-feira (22). O assassinato foi no dia 9 de março.

Gustavo Henrique tem 31 passagens policiais, a maioria envolvendo crimes violentos, disse o delegado que conduziu a apuração do caso, Sérgio Roberto de Souza, da Divisão de Investigação Criminal (DIC). À polícia, ele disse não ser garoto de programa, mas que era "freelancer" de programas sexuais.

Crime e investigação

Conforme o delegado, Gustavo e a vítima, dono de uma pastelaria em um shopping da cidade, se conheceram num site de relacionamentos e já tinham se encontrado uma vez. Eles marcaram novo encontro, mas o indiciado não estava com a intenção de fazer programa, conforme a Polícia Civil.

O assassinato ocorreu entre 21h00 e 22h00, dentro de um carro, na localidade de Salto Caveiras. Gustavo teria dito ao empresário para os dois irem até um motel, mas o agrediu e o matou no caminho.

Gustavo Henrique de Jesus Seta da Silva foi indiciado por latrocínio e ocultação de cadáver. Foto: Polícia Civil/Divulgação
"Ele chegou a nos dizer que matou o homem com socos e chutes, ainda dentro do carro. Mas a perícia confirmou que ele foi morto por uma lesão contundente na cabeça, oriunda de uma pedrada ou uma paulada", disse o delegado.

Após a morte, o corpo do comerciante foi levado para uma vala em um matagal, a cerca de 70 metros do carro. Segundo a polícia, o carro foi abandonado porque a chave quebrou na ignição.

O corpo foi encontrado no dia 11 de março, data em que foram iniciadas as investigações. Foi expedido mandado de busca e apreensão e prisão temporária no dia 15 de março, e Gustavo foi detido.

As digitais dele foram encontradas dentro do carro abandonado. "Inclusive o celular da vítima estava escondido atrás da geladeira dele", contou o delegado.

Logo apos o crime, ele se envolveu em uma briga de bar, onde lhe quebraram
a perna/Divulgação
Após matar o empresário e deixá-lo em uma vala, Gustavo foi até seu apartamento, onde tomou banho, trocou de roupas, e foi fazer festa em um bar próximo de sua casa.
Neste bar, ele arrumou uma encrenca com alguns homens, que lhe quebraram a perna. Ele disse ao delegado, que foi ao bar beber porque estava arrependido do crime que tinha cometido.

G1/SC