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Atenção! Colher e comercializar pinhão está proibido antes do dia 1º de abril

A Polícia Militar Ambiental alerta: colheita, transporte e comercialização do pinhão serão permitidos somente a partir do dia 1º de abril. Até então, a semente típica da Serra catarinense fica reservada por lei para alimentação de animais silvestres.

Esses animais deixam as sementes por onde passam que geram outras araucárias, árvores ameaçadas de extinção.
O período de defeso do pinhão é de extrema importância para que as Araucárias tenham a possibilidade de regeneração através da dispersão de suas sementes.

A proibição se aplica inclusive ao pinhão destinado para sementeiras, assim como para alimento.


A importância da Gralha Azul

O pinhão, semente da araucária, é o principal alimento da Gralha-azul no inverno. Graças a essa feliz interação, a Gralha-azul e o pinheiro têm conseguido se perpetuar através dos tempos.


A Gralha tem o hábito de enterrar pinhões. Ela segura o pinhão no bico de modo que a parte mais pontiaguda seja introduzida no solo. 

Encontrado o local correto, ela pressiona-o a entrar, conferindo-lhe golpes com o bico, até a completa introdução. E conclui seu trabalho colocando algum material das redondezas (folha, pedra, galho) em cima do local remexido, de forma a camuflar ou disfarçar o feito realizado.

Lei

Quem colhe ou vende a semente antes da liberação pode ser punido com multa além de responder a processo criminal e administrativo, conforme o disposto na Lei Estadual nº 15.457/2011.

É proibido também, independentemente da data, a comercialização das pinhas verdes, quando o pinhão apresenta a cor esbranquiçada e alto teor de umidade. Nesse estado as pinhas podem conter fungos e ser prejudicial à saúde.
A fiscalização da Polícia Militar Ambiental tem sido intensa nas propriedades rurais da Serra, onde está a maioria dos produtores de pinhão do estado.

Denúncias sobre a colheita e venda irregular de pinhão podem ser feitas à Polícia Militar Ambiental de sua região.