Mulheres ganham quase 30% a menos que os homens em Santa Catarina

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As mulheres têm níveis de escolaridade mais altos, fazem mais tarefas domésticas desde pequenas e estão chefiando cada vez mais famílias no Brasil.

Mesmo assim, elas continuam sendo desvalorizadas no ambiente de trabalho e ganhando, em média, 30% menos que os homens. É o que mostram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (23).
Historicamente, o desemprego afeta mais as mulheres e os negros no Brasil, e em Santa Catarina não é diferente. 

No último trimestre de 2017, enquanto o índice geral de desocupação entre os homens alcançou 5,7%, já entre as mulheres a taxa de desocupação foi de 7,2%, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD).


Além das diferenças quanto aos índices de desocupação, há disparidade de rendimentos entre os grupos.

Em Santa Catarina, os negros tinham o menor salário médio mensal no último trimestre do ano passado (R$1,7 mil), seguido por pardos (R$1,8 mil) e brancos (R$ 2,3 mil).

O mesmo ocorre na análise dos números por sexo. As mulheres ganham quase 30% a menos que os homens. 

O salário médio delas, em SC, era de R$ 1,8 mil entre outubro e dezembro de 2017. Já entre os homens alcançava R$ 2,6 mil.

Fonte: IBGE