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Jovem catarinense morre após tentar um aborto, com seis meses de gravidez

Uma jovem de 23 anos, grávida de seis meses, foi encontrada morta em uma quitinete em Itapema, litoral norte de Santa Catarina, por volta das 19h30, na quarta-feira (21).
Conforme a PM, a suspeita é que ela tenha morrido após uma tentativa de aborto. 

Caroline Machado estava grávida de seis meses/Reprodução
O namorado, de 26 anos, pediu socorro para o Samu, que depois de confirmar a morte, chamou a Polícia Militar. No local também estava um homem de 56 anos, responsável pelo quitinete.

Segundo a PM, os depoimentos dos dois se contradiziam, mas eles relataram que a grávida teria tido um sangramento no banheiro e desmaiou.

Segundo o delegado que investiga o caso, há indícios de que tenha acontecido a prática de aborto.
Foram encontrados e apreendidos equipamentos cirúrgicos, produtos químicos e medicamentos com suspeitas de uso abortivo. Uma máquina artesanal de sucção também foi retida.

O namorado da jovem chamou socorro, mas quando o Samu chegou, ela já estava morta/Reprodução
O banheiro, no entanto, estava limpo no momento em que a perícia chegou. A Polícia Civil informou que há indícios que eles tentaram limpar as marcas de sangue no imóvel.

Os dois homens foram presos em flagrante e levados para a Delegacia de Itapema. Depois, foram encaminhados para Unidade Prisional Avançada (UPA) da cidade.

Investigação
Segundo a polícia, o casal veio de Minas Gerais e os dois eram estudantes universitários. A Polícia Civil afirma que havia vários indícios de prática de aborto, que é crime pela lei brasileira.

Foi encontrada uma quantidade significativa de medicamentos que são notoriamente conhecidos para a prática de aborto”, disse o delegado regional Davi Queiroz.

As investigações apontam que Carlos Alberto, de 56 anos, vendia medicamentos para aborto pela internet/Reprodução
O homem morava na quitinete alugada desde 8 de janeiro e vendia medicamentos pela internet, conhecidos para uso abortivo, segundo a polícia. Vizinhos disseram que nunca viram movimentação estranha na região.

A prisão é por aborto com consentimento da gestante. A pena é de 4 anos de reclusão, mas como teve o resultado morte, essa pena pode ser duplicada e vai para 8 anos. Também há o crime que é falsificação e venda de medicamentos sem os órgãos competentes autorizarem, esse crime tem uma pena mais grave, pode chegar a 15 anos de reclusão”, completou o delegado.
Nenhum dos dois presos tinha passagem pela polícia.