Até quando irão os problemas ocasionados pelo Arroio Monjolo em Canoinhas?

O Arroio Monjolo, popular 'valetão', foi tema na Câmara de Vereadores na sessão ocorrida na terça-feira (06).
Assunto já debatido anteriormente, mas até o momento sem efetiva ação, foi ações de limpeza e desassoreamento do Arroio.

Desassoreamento: Dragagem ou limpeza realizada no fundo dos rios, lagoas: desassoreamento de regiões afetadas pela chuva.
Imagem do 'valetão' na rua José Boiteux próximo a prefeitura.
Não é de agora que vereadores pedem solução. Em 2015, o então vereador Osmar Oleskovicz chamou a atenção para o problema. Segundo ele, a maior preocupação estava nas ruas cortadas ou que ficam no entorno do Arroio Monjolo.
Oleskovicz também culpou o assoreamento e a falta de limpeza das galerias pelos frequentes alagamentos não só nestas via, mas também em alguns pontos das Ruas Coronel Albuquerque e Francisco de Paula Pereira e solicitou informações acerca da existência de projeto ambiental visando à drenagem do arroio.

Em setembro de 2017, o vereador Chico Mineiro solicitou via indicação ao poder executivo a limpeza do Arroio Monjolo, o Valetão, da Rua José Boiteux. No dia seguinte a Prefeitura Municipal lançou uma nota em que a Secretaria de Meio Ambiente, em parceria com a Casan e o Comitê do Rio Canoinhas, iria realizar a limpeza do arroio Monjolo, mas parece que até hoje a limpeza não foi realizada.

Chegamos em 2018 com vereadores fazendo a mesma solicitação: Célio Galeski (PR) e Zenici Dreher (PR) solicitaram a limpeza e colocação de muretas de proteção no entorno do Arroio .
Zenici, antes de deixar a Câmara para assumir a Secretaria de Saúde, solicitou planejamento de ações para minimizar os prejuízos em períodos de enxurradas que atingem o espaço.

Galeski também relatou que é necessário avaliar a viabilidade de executar um projeto de cobertura do arroio, considerando as enxurradas e, até mesmo, os acidentes que ocorrem no local.

O vereador Chico Mineiro (PR) relatou que, no último ano, realizou solicitações semelhantes e destacou a falta de segurança nas cabeceiras do arroio.

Perigo: mureta de proteção quebrada. 
Cobertura do valetão

Galeski lembrou que, na última legislatura, um projeto de cobertura do valetão foi encaminhado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Sustentável. Por este motivo, o vereador sugeriu que o projeto seja reavaliado, podendo transformar o espaço em um local para prática de esportes e lazer, à exemplo da cidade de Florianópolis.

O vereador Paulo Glinski (PSD) relatou que, em legislaturas anteriores, um projeto de revitalização foi elaborado e encaminhado para órgão ambiental para análise. À época, os recursos seriam captados com o governo estadual. Glinski ainda destacou a necessidade de um estudo minucioso antes de executar uma obra no espaço. “É uma questão de certa complexibilidade, principalmente porque tem a questão ambiental”.

Segundo o presidente Coronel Mário Erzinger (PR), no último ano a Secretaria de Planejamento informou que existe um projeto de revitalização do espaço, e que o poder executivo iria tentar captar recursos junto aos deputados para sua execução. 
A vereadora Norma Pereira relatou que, caso receba uma cópia do projeto, irá encaminhá-lo para representantes federais para pedir recursos junto ao Ministério das Cidades.


Enxurradas

Mário Erzinger ainda destacou a incidência de enxurradas nas ruas Coronel Albuquerque e Barão do Rio Branco, próximo ao Corpo de Bombeiros. “Considero importante a questão do desassoreamento de toda a extensão”, relatou. 
Erzinger lembrou, no entanto, da necessidade de haver uma equipe técnica para efetuar as obras.