Que cuidados tomar para evitar afogamento em rios, cachoeiras e no mar

A estação é perfeita para relaxar e se divertir, mas é importante não se descuidar da saúde e principalmente da segurança já que as brincadeiras na água – que são deliciosas – podem se tornar perigosas.
Mesmo em clima de férias e diversão, é importante não se descuidar.

As mortes por afogamento aumentam substancialmente entre os meses de novembro e fevereiro; Medidas preventivas simples podem evitar acidentes.

Cuidados no mar

Quem conhece o mar sabe que ele não é estático: está sempre em movimento, pelas ondas, correntezas e areia no fundo. Para evitar obstáculos submersos, bancos de areia e valas fixas ou itinerantes, é preciso ficar atento, principalmente com as crianças pequenas.

Como proceder em caso de corrente de retorno Fonte: Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Santa Catarina
Observe as bandeiras ou consulte os salva-vidas sobre as condições do mar. Cores identificam a situação nas águas:

Bandeira vermelha – Mar impróprio para banho
Bandeira amarela – Banho com restrições, muitos buracos e repuxo
Bandeira verde – Sem riscos, mas com cuidado

-Tome banho perto das guaritas dos salva-vidas e se informe do horário que em eles estão nas guaritas
-Não adentre mais de 50 metros no mar (água na altura do peito)
-O ideal é que a água fique pela cintura
-Entre em dupla no mar
-Coloque boias naquelas que não sabem nadar
NUNCA deixe crianças sozinhas.
-Não nade contra a correnteza caso arrastado. Para escapar, mova-se lateralmente.

Respeite as condições do mar. Não entre com bandeira vermelha, mantenha cuidado quando a bandeira estiver amarela e tome banho com restrições quando a bandeira estiver verde.
Não mergulhe em locais de grande profundidade sem equipamento adequado.

Rios e cachoeiras

-Cuidado com o nível dos rios. No verão, especialmente quando faz sol e muito calor durante o dia, geralmente chove muito à tarde ou à noite, dependendo da região. Normalmente o volume de água dos rios fica mais alto e aumenta também os riscos de afogamento. A correnteza fica mais forte e qualquer descuido ela leva você com ela;


-Seguro morreu de velho. Mesmo que você esteja “careca” de conhecer o local, verifique a profundidade antes de mergulhar. As águas se movimentam o tempo todo e, com elas, as pedras, os troncos de árvores e a terra no fundo do rio;

-Muito cuidado com as pedras.
O fato delas estarem secas não quer dizer que não estão escorregadias. Por onde passa a água deixa limo e, mesmo que imperceptível algumas vezes, ele está lá e é perigoso. O risco de levar um escorregão nesses locais é muito, super, hiper, extra grande. Fique de olho especialmente nas pedras que possuem uma “sujeira” preta, pois escorregam como sabão.

Cuidado deve ser redobrado com as crianças.
-Se vai com família, nunca deixe as crianças sozinhas. Elas geralmente são aventureiras, curiosas e não têm dimensão dos perigos. Não tire os olhos delas;
Cuidado com os chinelos e sandálias de dedo. São um perigo, escorregam nas pedras pois não dão firmeza nenhuma aos pés e podem aprontar um tombo de uma hora para outra, além de agarrarem na lama. Prefira sandálias específicas para caminhadas e trekking nas montanhas;

Nas áreas mais difíceis de atravessar, não arrisque pulos e, se possível, caminhe usando as mãos também. Em alguns momentos, andar de quatro garante a passagem segura

-Jamais atravesse uma corredeira. Ela pode parecer fraquinha, mas a água tem muita força sempre e as pedras submersas são extremamente escorregadias. Sem equilíbrio você não tem chance alguma. Em último caso, o auxílio de uma corda é imprescindível;

-Cuidado com as famosas “cabeças-d’água”. Mesmo com dia lindo elas podem chegar ao local onde você está, vindas de outras regiões onde caiu chuva pesada;

-Não use bebida alcoólica ou qualquer outra substância entorpecente. Você precisa estar no melhor do seu juízo para tomar decisões acertadas, medir seus passos com precisão e controlar bem seu corpo.

Não superestime sua capacidade de nadar. Sempre avalie as consequências de um possível incidente.

E lembre-se sempre da valiosa frase:  “Água no umbigo é sinal de perigo”