Praias catarinenses já registram 6,5 mil ataques de água-viva este ano

Somente na primeira semana do ano, o número de ataques de águas-vivas na praia da Enseada, em São Francisco do Sul, no Litoral Norte, passou de 450, segundo o Corpo de Bombeiros. 

Neste mês, foram registrados quase 6,5 mil casos em Santa Catarina. No ano passado, foram 77 mil queimaduras provocadas por esse animal no estado.
A sensação de queimadura causada pelo envenenamento da água-viva é aliviada com a ajuda de vinagre, produto que não falta nos postos guarda-vidas.

O guarda-vida Jerônimo Sementkowski, sargento do Corpo de Bombeiros, também foi uma das vítimas. Mas caso dele foi mais grave porque, por acaso, ele descobriu que tem alergia ao veneno da água-viva.

Não encoste na água-viva mesmo se ela estiver na areia da praia e parecer morta.
"Senti que meu corpo começou a agir de forma estranha. A musculatura começou a travar, as articulações ficaram mais doloridas, a garganta começou a coçar, ter espirros frequentes. Estes são os sintomas de quem é alérgico", contou. Em casos mais graves como esse, a orientação é procurar atendimento médico especializado imediatamente.

Fique atento: se houver bandeira lilás na praia, é sinal de presença de águas-vivas.
Não encoste na água-viva mesmo se ela estiver na areia da praia e parecer morta. Mesmo parada na areia, ela pode liberar a toxina.

O indicado é borrifar vinagre na lesão, o que neutraliza o efeito das toxinas liberadas no contato com o animal.

Se tiver contato e houver a queimadura, é comum que em 24 horas a lesão e os sintomas desapareçam. 
Sintomas como enjoo, febre, tontura, cefaleia, mal estar, vômito e até mesmo arritmia cardíaca, pode indicar lesões mais graves.
Nestes casos, é importante buscar ajuda médica imediatamente.