Novo secretário assume Saúde com dívida de R$ 1.083.958.642,18

Acélio Casagrande foi nomeado na última sexta-feira pelo governador Raimundo Colombo (PSD) e assumiu nesta segunda-feira (22) o cargo de secretário da Saúde de Santa Catarina. Ele é o quarto a ocupar o posto nos últimos quatro anos. A secretaria tem atualmente dívida de R$ 1.083.958.642,18, segundo o Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Ex-secretário estadual de Articulação Nacional, Casagrande foi adjunto da Saúde de 2012 a 2014 e duas vezes secretário de Saúde de Criciúma, cidade do Sul catarinense.

Escolhido pelo vice-governador Eduardo Pinho Moreira (PMDB) para comandar até o final do ano uma pasta problemática, o criciumense de 56 anos enfrenta desafios proporcionais à dívida atual da secretaria.

Acélio Casagrande. Secretaria do Estado de Saúde / Divulgação
Será o quarto secretário de Saúde desde 2015, quando iniciou o segundo mandato de Colombo. Antes, passaram pela cadeira João Paulo Kleinübing (PSD), Vicente Caropreso (PSDB) e Murillo Capella.

Dívida

"A dívida levantada precisa ser analisada. Não acredito que chegue a esse valor. Vamos fazer uma análise profunda. Ao longo dos últimos anos venho estudando a saúde. O problema é o encarecimento muito alto. 

Muitas pessoas deixaram de ter plano de saúde e foram para o SUS. Antigamente o médico fazia o raio X e pronto. Hoje tem raio X, tomografia e outros equipamentos a mais. A tecnologia aumentou o custo-saúde. A judicialização leva R$ 200 milhões por ano.

 Há um desequilíbrio no valor que vem do SUS com o que a gente paga. Só os hospitais Regional (São José) e o Celso Ramos (Florianópolis) juntos recebem R$ 30 milhões a menos do que atendem. Por isso, o Tesouro do Estado precisa desembolsar esse valor. Há um custo muito elevado. 
Então, faremos uma análise muito profunda nessa questão do número de profissionais e de leitos. Cada diretor terá que criar metas. É um desafio grande e que eu gosto".

Regionalizar a saúde

'Queremos que as pessoas sejam atendidas nas suas regiões. A ideia é diminuir o custo, porque quando ele sai de uma região ele está gastando. Sai de madrugada, fica na fila. Se tem um serviço que custa X na Capital e ele pode ser transferido pelo mesmo valor para a região, por que não fazer?"

Redução de despesas

"Chamando a equipe para o compromisso para que eles nos ajudem a verificar preços. Conseguimos diminuir com a participação de todos, analisando aquilo que se compra, se o preço pago é o de mercado. Faremos aquilo que é feito na iniciativa privada, cuidando dos custos. Será um trabalho árduo de centavo por centavo."

É esperar para ver!

Com informações do Diário Catarinense