Estreou no Brasil “Viva - A vida é uma festa” mais uma emocionante animação da Pixar

“Viva - A vida é uma festa”, a 19ª animação da Pixar estreou no Brasil nesta quinta-feira (4) – em alguns cinemas, pelo menos – como uma dos mais emocionantes produzidas pelo estúdio da Disney nos últimos anos. Dizem que é para levar um lenço, pois a produção leva às lágrimas.

O universo de 'Viva - A vida é uma festa' é rico e colorido, como a ponte que leva Miguel ao Mundo dos Mortos (Foto: Divulgação)
A animação é dirigida por  Lee Unkrich (“Toy Story 3”) e Adrian Molina, também roteirista. Nela, o garoto Miguel (voz de Arthur Salerno na versão brasileira) se rebela contra sua família, na qual todas as formas de música são proibidas.

Ele acaba preso no Mundo dos Mortos, lugar onde habitam seus antepassados, e precisa retornar ao mundo real.

Para isso, o menino forma uma aliança com Héctor (Leandro Luna), um malandro em busca de ajuda para poder visitar seus entes queridos ainda vivos uma última vez.

Já o enredo é a maior atração para os pais que acompanharem os filhos nos cinemas. A Pixar prova que os três anos de estudo dedicados à produção serviram para respeitar a tradição mexicana do Dia dos Mortos. Ela consegue fugir do caricato ou da exploração gratuita – um risco sempre presente quando americanos decidem retratar culturas estrangeiras.

A narrativa começa um pouco arrastada, mas ganha força quando Miguel atravessa a (belíssima) ponte para o Mundo dos Mortos.

Miguel e sua bisavó, Coco, que dá o título original de 'Viva - A vida é uma festa' (Foto: Divulgação)
E a relação entre Miguel e Héctor parece um pouco forçada quando se conhecem, mas o final compensa aqueles que tiverem paciência.

Ao abordar temas como memória e família, a história sabe os botões exatos que deve apertar para trazer as emoções do público à tona, mas faz isso sem apelar para sentimentalismo barato.

O desfecho pode não ser um dos mais originais da história do cinema, mas a trama evita saídas fáceis e tem reviravoltas suficientes para manter os mais velhos atentos.

E, na melhor tradição da Pixar, o lento encaixar das peças soltas pelo roteiro garantirá as primeiras de muitas lágrimas – e prova que elas até são geradas pela tristeza. Mas que a beleza pode ser um fator ainda mais forte. Assista o trailer do filme.

Por Cesar Soto, G1