Santa Catarina registra o 3º caso de leishmaniose visceral humana

O terceiro caso autóctone de leishmaniose visceral humana do estado foi confirmado pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Santa Catarina (Lacen), no sábado (16).

O caso é de uma adolescente de 14 anos que mora no bairro Rio Tavares em Florianópolis e está internada desde o dia 1º de dezembro em estado considerado estável.
De acordo com a Vigilância Epidemiológica do município, o caso é autóctone, ou seja, a paciente foi infectada em Florianópolis.


A doença é transmitida pela fêmea do mosquito-palha (devido ao tamanho muito pequeno dos mosquitos transmissores, eles podem atravessar mosquiteiros e telas e podem ser encontrados em locais úmidos, escuros e com muitas plantas) que tenha picado um animal infectado, geralmente um cachorro.

O cachorro não transmite a doença para outros cães nem para humanos, mas uma vez contaminado se torna portador – caso seja picado, infecta o mosquito-palha com a doença, tornando o inseto transmissor. 


Por ser um animal doméstico, estando intimamente próximo ao ser humano, o cão doente funciona como reservatório da doença. Por isso, os casos nos animais costumam preceder os em humanos, funcionando como um evento sentinela.

O parasita se instala na medula óssea do infectado, o que diminui a produção de plaquetas. Ele também se desenvolve no fígado e baço e na fase mais avançada se espalha para outras partes do corpo, como linfonodos e intestino. 

Esse tipo de parasita também pode causar a leishmaniose cutânea, que se caracteriza por feridas na pele.
A doença é grave e pode levar à morte mas há tratamento caso seja descoberta no início.
Leishmaniose cutânea/Divulgação
Leishmaniose visceral humana - sintomas:

Entre os primeiros sintomas, é possível notar:

Descamamento da pele: são os primeiros sintomas. Aparecem, principalmente, em torno do nariz, boca, queixo e orelhas, sendo frequentes também no couro cabeludo, onde estes são geralmente confundidos com caspa.

Aparecimento de pequenos calombos semiesféricos: no couro cabeludo, e geralmente são sensíveis quando tocados. Este calombos surgem e desaparecem com frequência sem implicarem, de forma geral, mas não restritiva, feridas.

Lesões: provocadas por traumas induzidos pelas unhas ou mãos do próprio paciente nos calombos que aparecem no couro cabeludo.

Na suspeita do caso, procure um clínico geral, e este o encaminhará para os órgãos responsáveis. O diagnóstico é realizado por testes imunológicos ou parasitológicos.